Conteúdos
Este roteiro de estudos traz informações sobre a vida e a obra da artista e escritora Frida Kahlo.
Objetivos
- Biografia de Frida Kahlo;
- Obras de Frida Kahlo; e
- Proposta de fixação.
Conteúdos / Objetos do conhecimento:
- A vida de Frida Kahlo;
- A obra de Frida Kahlo; e
- Proposta para fixação do conteúdo.
Palavras-chave:
Língua espanhola. Literatura. Frida Kahlo.
Proposta de trabalho:
Este roteiro de estudos busca fornecer aos alunos conhecimento sólido sobre a vida e a obra de Frida Kahlo.
1ª Etapa: Frida Kahlo: biografia
Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón nasceu em 6 de julho de 1907, na vila de Coyoacán, no México. Filha de pai alemão e mãe espanhola, Frida enfrentou desde muito cedo grandes desafios. Aos seis anos de idade, contraiu poliomielite, doença que deixou sequelas permanentes em uma de suas pernas. Por causa disso, sofreu intenso bullying na escola, sendo chamada de “Frida da perna de pau”.
Apesar das limitações físicas, Frida nunca se deixou impedir de viver intensamente. Praticava esportes que, à época, eram considerados exclusivos dos meninos, como futebol, lutas e natação, demonstrando desde cedo sua força e determinação.
Seu pai, fotógrafo, teve papel fundamental em sua formação artística. Ele costumava levá-la para acompanhá-lo em seus trabalhos fotográficos amadores, o que despertou em Frida o hábito de pintar e um profundo interesse pelas artes em geral. Mais tarde, ingressou na Escola Nacional Preparatória de San Ildefonso, onde participou de diversos grupos estudantis, aproximando-se especialmente dos alunos ligados à arte e à filosofia.
O acidente
Aos 18 anos, ao retornar da escola para casa, Frida viveu um dos episódios mais marcantes de sua vida. O ônibus em que estava colidiu com um bondinho, causando um grave acidente. Nesse momento, seus sonhos de se tornar médica foram interrompidos. Frida sofreu múltiplas fraturas na perna e na coluna, permanecendo por um longo período hospitalizada.
Mesmo debilitada e enfrentando profunda depressão, Frida encontrou na pintura uma forma de resistência e expressão. Foi durante esse período que produziu seu primeiro quadro: “Autorretrato com um vestido de veludo” (1926). Sua famosa frase — “Para que preciso de pés quando tenho asas para voar” — reflete bem sua capacidade de reinvenção diante da dor.
Após um período de recuperação, Frida voltou a estudar e, na Escola Nacional Preparatória do Distrito Federal do México, conheceu Diego Rivera, que mais tarde se tornaria seu marido.
Um novo ciclo: o casamento
Aos 22 anos, Frida casou-se com Diego Rivera, que tinha 41 anos na época. O casal passou a viver na Casa Azul, local onde Frida havia nascido. Um dos grandes sonhos da artista era ser mãe; no entanto, devido às graves lesões internas causadas pelo acidente, ela nunca conseguiu levar uma gestação adiante, o que lhe causou profundo sofrimento emocional. Esse abalo contribuiu para que Frida passasse a beber com frequência, o que agravou ainda mais sua saúde já fragilizada.
Ao longo da vida, Frida enfrentou diversas infecções e precisou usar um colete ortopédico para sustentar a coluna. Seu casamento com Diego também foi marcado por constantes traições. Rivera teve inúmeros relacionamentos extraconjugais, inclusive com Cristina, irmã de Frida, com quem teve filhos. Embora isso a tenha abalado profundamente, com o tempo Frida passou a aceitar que o marido não mudaria e também se envolveu com outros homens e mulheres.
O casal chegou a se separar, mas acabou se casando novamente. Diego Rivera permaneceu ao lado de Frida Kahlo até o último dia de sua vida, encerrando uma relação intensa, marcada por amor, dor, arte e contradições.
2ª Etapa: Obras de Frida Kahlo
Frida Kahlo começou a pintar aos 18 anos, após sofrer um grave acidente quando o ônibus em que estava colidiu com um bonde. A partir desse episódio, a pintura tornou-se parte essencial de sua vida, e ela nunca mais deixou de produzir. Sua obra se intensificou ainda mais após o casamento com Diego Rivera, especialmente em decorrência das constantes traições, que despertaram na artista sentimentos profundos de dor, revolta e frustração. Frida canalizou toda essa energia e raiva para suas pinturas.
Durante um dos rompimentos com o marido, produziu a obra “Autorretrato com cabelo cortado” (1940). Nesse quadro, Frida aparece com as longas tranças cortadas, gesto carregado de simbolismo. Diego admirava profundamente o estilo único da artista, marcado pelas sobrancelhas unidas e pelas roupas extravagantes e coloridas. Ao se retratar dessa forma, Frida sinaliza uma transformação significativa em sua vida, rompendo com os ciclos que a ligavam a Rivera e abrindo espaço para o novo.

“Autorretrato com cabelo cortado”, de 1940, é uma resposta ao rompimento com Diego Rivera.
Obra exposta no Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York.
A artista destacou-se não apenas pela força expressiva de sua pintura, mas também pelos temas que escolhia abordar. Suas obras frequentemente exploram questões íntimas e femininas, como abortos, partos, violência contra a mulher e feminicídio. Em 1937, uma de suas obras de maior destaque foi “Unos Cuantos Piquetitos”. Nessa pintura, Frida retrata uma mulher nua e ensanguentada deitada sobre uma cama, enquanto um homem, ao seu lado, segura uma faca.
A obra foi inspirada em um caso real: um homem, movido pelo ciúme, assassinou a própria esposa e, ao tentar se justificar perante o juiz, afirmou que havia feito apenas “pequenos cortes” nela. A tela denuncia a brutalidade da violência de gênero e evidencia o olhar crítico de Frida Kahlo sobre a sociedade e suas injustiças.

Violência contra mulher foi algo presente nas obras de Frida, como em “Unos Cuantos Piquetitos”.
Obra exposta no Museo Dolores Olmedo, no México.
3ª Etapa: Cartas e diários de Frida Kahlo
Frida Kahlo morreu precocemente, aos 47 anos, em 13 de julho de 1954, em decorrência de uma embolia pulmonar — embora alguns acreditem que sua morte possa ter sido causada pelo consumo excessivo de analgésicos. Mundialmente reconhecida por suas obras marcantes e carregadas de identidade, Frida também se destacou como escritora.
A escrita esteve presente em sua vida de forma intensa, sobretudo após o grave acidente sofrido aos 18 anos, momento a partir do qual nunca mais deixou de registrar seus pensamentos e sentimentos. Frida expressava sua existência de todas as maneiras que lhe eram possíveis, utilizando não apenas as telas, mas também os diários e as cartas como formas de elaborar sua dor, suas experiências e sua visão de mundo.
A seguir, disponibilizamos um link que apresenta um pouco de seus diários e revela a maneira singular como Frida Kahlo escrevia, permitindo um contato mais íntimo com sua trajetória e sensibilidade artística: Uma espiada no diário de Frida Kahlo (acesso em: 23 de dezembro de 2025).
4ª Etapa: Proposta para fixação do conteúdo
Como proposta de fixação, recomendamos a exibição do filme sobre Frida Kahlo, no qual é possível conhecer com mais detalhes e profundidade a trajetória de vida da artista, bem como aspectos importantes de sua obra e de sua história pessoal.
- Frida – disponível no Prime Video.
Acesso em: 23 de dezembro de 2025.
REFERÊNCIAS
- Frida Kahlo – Brasil Escola
Acesso em: 23 de dezembro de 2025. - Frida Kahlo – eBiografia
Acesso em: 23 de dezembro de 2025. - Uma espiada no diário de Frida Kahlo – Google Arts & Culture
Acesso em: 23 de dezembro de 2025.
Roteiro de estudos elaborado pela Professora Tayná Rosa.
Revisão textual: Professora Daniela Leite Nunes.
Coordenação Pedagógica: Prof.ª Dr.ª Aline Bitencourt Monge.
Crédito da imagem: Walter Bibikow – Getty Images