Pesquisa que visa a analisar as mudanças que a difusão e o uso de tecnologias de informação e comunicação (TICs) trouxeram para a Educação a Distância (EAD) no ensino superior público brasileiro. O autor toma como referência o período entre 1990 e 2006, por meio de dados quantitativos, qualitativos e investigações das experiências nas universidades. Para compreender o ponto de vista de educadores, são analisados discursos tanto de gestores e professores que trabalham com EAD, como daqueles que não aderiram à essa modalidade, na Universidade de Brasília, na Universidade Federal do Mato Grosso e na Universidade Federal do Ceará. Além de evidenciar as recentes inovações nas práticas educacionais brasileiras, a pesquisa ressalta as dificuldades enfrentadas pelos profissionais que se envolvem na Educação a Distância e a necessidade de formulação de políticas públicas para o ensino superior. Observando, também, experiências em Portugal, na Espanha e na França, o autor percebe que, no Brasil, ainda existem controvérsias em torno dessa modalidade educacional – que deveria ser vista como uma forma de democratização do conhecimento e qualificação profissional, fator essencial para o desenvolvimento socioeconômico de um país.

Local de publicação: Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília

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