O ciberespaço e a cibercultura alteraram as formas de socialização, de transmissão e de aquisição de saberes. A conectividade permitida pelo ciberespaço trouxe o compartilhamento de ideias e a construção de conhecimento em rede. A liberação do polo da emissão, o princípio da conexão em rede e a reconfiguração de formatos midiáticos e práticas sociais favorecem a emergência da Inteligência Coletiva, cuja aplicação na educação pode ser percebida, por exemplo, em Comunidades Virtuais de Aprendizagem, as quais pressupõem um sujeito ativo e abandonam a pedagogia da transmissão, baseada na distribuição de informações e conteúdos e na memorização mecânica. A Inteligência Coletiva no ciberespaço, na verdade, potencializa uma situação já existente: conceitos e ideias circulam entre nós e é difícil apontar a quem pertencem. Haverá autoria exclusiva ou as idéias são reconfigurações daquilo já existente e fruto de dialogismos?
Local de publicação: Revista Udesc Virtu@l – Vol. 1, N° 2