A progressão continuada costuma gerar dúvidas e suscitar polêmicas, enfrentando resistência inclusive entre os professores. O conceito, por vezes tratado equivocadamente como um sistema de aprovação automática, na verdade propõe reorganizar o ensino para acompanhar o desenvolvimento do aluno, reduzindo a lógica punitiva da reprovação e tratando a aprendizagem como um processo contínuo.
No vídeo, o professor Vitor Henrique Paro destaca que a progressão continuada rompe com o modelo tradicional de ensino, organizado “ano a ano” e com a lógica de aprovação ou reprovação ao fim do período. No lugar, propõe ciclos de aprendizagem e uma avaliação contínua do aluno.
“O próprio professor, por incrível que pareça, resiste a não reprovar. Reprovação, como dizia Anisio Teixeira, não faz parte da educação”, afirma Paro. “Levando em conta a pedagogia e o pensamento do Paulo Freire, não existiria, em momento nenhum, passagem de um ciclo para outro. Seria algo natural, não deveria ter exame.”