Desde que começou a ser comercializado no Brasil, o livro digital sempre esteve em alta. Um feito considerável, se pensarmos que o mundo editorial do país costuma sofrer muitos altos e baixos. Uma pesquisa recente do Sindicato Nacional dos Editores do Livro (Snel) e da Câmara Brasileira do Livro (CBL) indicou que o mercado de livros no Brasil caminha para a recessão. As vendas de e-books, contudo, seguem crescendo – embora o ritmo seja menor do que o esperado.

As pesquisas sugerem o que muitos já sabem: não há mais como ignorar o livro digital, que vem ganhando espaço não só entre leitores, mas também na sala de aula. Esse é o tema do seminário “Três visões sobre o livro digital: o editor, o professor e o aluno”, organizado pela Escola do Livro, que acontecerá nesta quarta-feira (10), em São Paulo.

As palestrantes, Solange Petrosino (gerente de serviços educacionais da editora Moderna) e Maria Isabel Roux (professora de Língua Portuguesa do Colégio Santa Cruz), falarão sobre como professores, pais e alunos lidam com o uso dessa tecnologia para fins educacionais, os desafios que enfrentam e as necessidades e tendências da escola. A mediação será feita por Fernando Fonseca, gerente de inovação e novas mídias da editora FTD.

O mais importante, segundo Solange Petrosino, é a formação do professor que vai utilizar esses dispositivos em sala: “O maior impacto para o uso efetivo do livro digital passa pelo professor, sua formação inicial e continuada e a ressignificação de sua prática”. A atenção ao papel do educador é o que garante a transição adequada do material impresso ao digital, explica Petrosino. Somente com assessoria pedagógica os livros digitais podem ser adotados de forma responsável, respeitando a dinâmica da sala de aula e as necessidades dos alunos.

Outra questão abordada no seminário diz respeito às melhores maneiras de integrar os conteúdos digitais ao material tradicional. Para Maria Isabel Roux, o segredo é fazer com que as diferentes plataformas convivam de maneira harmoniosa. Ela conta sua experiência no Colégio Santa Cruz: “Gradualmente, procuramos integrar as diferentes mídias ao trabalho da escola. Treinamos os editores para trabalharem com as plataformas de edição digital e envolvemos os docentes em discussões e demonstrações de como conceber uma apostila ou uma ficha totalmente digital”.

A resposta dos alunos à transição para o digital foi positiva, segundo Roux: “Qualquer que seja o modelo que adotarmos, os estudantes aprendem rapidamente a trabalhar com ele. Em tempos de transição, nossa preocupação tem sido produzir aprendizagem com significado. As tecnologias que vierem ao encontro disto são bem-vindas”, avalia.

Além disso, o workshop também tratará dos aspectos práticos da produção de um livro digital para as escolas, bem como das oportunidades que aguardam o mercado e os educadores. Para Fernando Fonseca, essas oportunidades são numerosas, pois estamos vivendo uma nova era, na qual o horizonte da educação se expandirá cada vez mais. “Escolas e editores construíram um sistema sólido para a aprendizagem e a evolução da cultura. Nos últimos 30 anos, esse edifício começou a ser alterado, caminhamos para um sistema de leitura em que o livro (em papel ou digital) passa a compor um repertório de novas estratégias rumo ao conhecimento”, explica.

E você, professor, utiliza e-books em suas aulas? Como os materiais impressos e digitais são integrados na sua escola? Conte para a gente!

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