O que Storybird pode acrescentar na dinâmica da criação de histórias?

Lígia Rubim – O Storybird traz a possibilidade dos alunos criarem histórias em formato digital e as compartilharem na internet, tanto para integrar listas de leituras como para convidar outros colegas a colaborarem com a escrita. Além disso, a ferramenta traz uma seleção de imagens feitas por artistas profissionais, que pode inspirar ainda mais a criatividade dos alunos e desenvolver o senso estético.
A criação de histórias online já está mais difundida nas escolas, ou ainda é um tabu sua utilização?
Lígia – A criação de histórias online nas escolas está mais difundida sim, por iniciativa de muitos professores e também por instituições que promovem ações articuladas com escolas públicas e particulares. Mas sem dúvida ainda há muito que fazer na expansão do uso dessas ferramentas digitais, o que inclui a melhoria da infraestrutura de equipamentos e de internet nas escolas, a criação de um ambiente de apoio e mais formação para o professor quanto ao uso da tecnologia. Assim, poderia ser explorando o rico potencial da web.
O acesso e uso da ferramenta é algo tranquilo e intuitivo, de fácil adaptação?
Lígia – O Storybird tem acesso muito simples e possui um ambiente organizado para facilitar seu uso. Para os alunos não há qualquer dificuldade, porque sua interface já é montada de uma forma que incentiva, bem intuitiva para criar páginas, fazer a seleção de imagens e partilhar suas histórias. Para o professor, existem ferramentas gratuitas para gestão de alunos, o que possibilita a criação de atividades específicas para suas turmas e seu acompanhamento. Essas ferramentas também são muito simples de serem usadas, mas no caso de alguma dificuldade, é possível recorrer a tutoriais gratuitos disponíveis na web em português.
Essa maneira online de produção de histórias vai substituir a criação no papel?
 
Lígia – O virtual acrescenta novas habilidades e possibilidades de criação de histórias, mas não de substituição do que já fazemos no papel. Os alunos ficam muito animados em verem suas histórias publicadas para outras pessoas e com elementos visuais lúdicos que deixam suas criações ainda mais ricas. Entretanto, as histórias virtuais são mais uma forma de se expressar. Não substituem a riqueza de inspirar-se pelos demais elementos que compõem a vida diária, mas não impedem de usá-los na composição de histórias com cheiros, texturas e formas muito variadas.
 
Lígia Rubim é doutora em educação pela PUC-SP, e graduada em pedagogia pela Universidade Federal do Espírito Santo. Atua em projetos voltados ao uso de tecnologias na educação, educação a distância, formação de professores e gestores escolares.
O “Storybird” é um dos módulos de formação que faz parte do programa Educonex@o.

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