Para as crianças e os jovens de hoje é difícil imaginar como era a vida sem internet, sem videogame, sem avião. O NET Educação traz alguns livros que mostram os objetos e o cotidiano de crianças e jovens que viveram outros tempos.

Como foi feito o primeiro chamado telefônico? Como funcionavam os bondes movidos a animais e os carros que, nas primeiras décadas do século corriam “à louca velocidade de 25 quilômetros” por hora? Essas e outras curiosidades podem ser encontradas na seleção de obras abaixo para conhecer um pouco sobre o país e sua história!

Como fazíamos sem, de Barbara Soalheiro
Panda Books, 2006

Como as crianças e os jovens de outras épocas viviam sem internet, telefone, televisão, água potável, energia elétrica, escola, entre outros recursos que hoje não vivemos sem? O livro conta com ilustrações, para além das curiosidades, e traz a reflexão sobre como os hábitos e costumes podem modificar o percurso da história. Descobrir como as outras pessoas viviam em outras épocas com outros recursos é o grande prazer que se encontra nesta leitura.

 
 
  
 
 
 

Eu me lembro de Gerda Brentani
Companhia das Letrinhas, 1993
 
A artista plástica Gerda Bretani relata sua vida por meio de desenhos e lembranças. Desde os tempos em que carros eram raros e ‘voavam a 25 quilômetros por hora’ até a chegada do metrô e do computador. São memórias individuais que se articulam ao coletivo de um tempo.
 

 

Histórias de avô e de avó, de Arthur Nestrovski
Companhia das Letrinhas, 1998
 
Neto e bisneto de judeus russos, Arthur Nestrovski guarda de seus avós uma imagem que se mistura a muitas coisas que o encantam hoje: a música clássica do vô Maurício e o bolinho de peixe da vó Póli, por exemplo. Essas histórias de avô e avó são histórias para todos os netos. Como aquela vez em que vó Luísa, ainda menina, levou uma corrida de um touro, ou quando vô Felipe comprou um carro e, mesmo sem saber dirigir, resolveu que ia fazer o automóvel andar de qualquer jeito. Voltada basicamente para o passado brasileiro e para as características dos inúmeros grupos que constituem a população do país, a edição traz fotografias antigas e cartões-postais do começo do século.
 
 

Nas Ruas do Brás, de Drauzio Varella
Companhia Das Letrinhas, 2000
 
Drauzio Varella, neto de imigrantes espanhóis e portugueses, relembra alguns episódios de sua infância passada nas ruas do Brás. Fala de um tempo em que os meninos iam pescar no Tietê, ouviam futebol no rádio e corriam atrás de balão. Um dos episódios mais curiosos, é a primeira vez que Drauzio foi ao médico com seis anos de idade. Saiu de lá com um tratamento de injeções de penicilina, trinta dias de repouso absoluto e uma dieta de tempo de guerra: seis dias sem comer, dos quais os três primeiros sem beber. Ele traz um mundo de coisas  diferentes de outros tempos, mas também muito divertidas.
 
 
 

17 é tov!, de Tatiana Belinky
Companhia das Letrinhas, 2005
 
A escritora Tatiana Belinky nasceu em Riga, na Letônia, chegou ao Brasil em 1929 e foi morar em São Paulo. Em "17 é Tov!", Tatiana descreve os primeiros dezessete anos em São Paulo, por meio de crônicas divertidas. Desde a chegada no bairro paulistano de Higienópolis até o casamento de seu irmão com uma prima, a autora narra casos que marcaram sua vida e sua experiência em um novo país. Um livro de memórias, um relato pouco convencional que combina histórias familiares, descobertas pessoais e um pouco da História do Brasil e do mundo.
 
 
 

A Infância de Ruth Rocha, de Audálio Dantas
Callis, 2006
 
A infância de Ruth Rocha foi repleta de momentos especiais que alimentaram sua imaginação e seu desejo de inventar histórias. Os passeios com a família para a praia, a convivência gostosa com os avós, o gosto pela música são temas da sua trama. Ela brincava com a irmã, Rilda, que a defendia dos meninos da rua. Sua mãe costumava reunir a garotada do bairro em casa para comer guloseimas e ouvir histórias contadas por ela. Talvez tenha vindo daí o gosto de Ruth pelas histórias. O livro fala um pouco da São Paulo da época em que a escritora nasceu: a cidade acabara de ganhar o edifício Martinelli. Ruth vivia em um bairro tranquilo, a Vila Clementino, que mais parecia cidade do interior.
 
 
 
 

A Infância de Mauricio de Sousa de Audálio Dantas
Callis, 2005
 
Mauricio de Sousa tinha uma família carinhosa e um monte de amigos especiais. Quando criança, brincava com tudo aquilo que a gente vê nos gibis da Turma da Mônica: pipa, jogar bola no campinho, rodar pião, bolinha de gude. Aprendeu a ler, é claro, em um gibi. Desde pequeno já adorava desenhar e contar histórias. O artista criou um cineminha caseiro para a turma do bairro e ainda era criança quando "publicou" sua primeira revista em quadrinhos, chamada "O Quartinho" – ele quem escreveu, desenhou e montou. Foi feito só um exemplar, que circulava entre seus amigos. Nesse livro, pode-se conhecer como foi a infância do autor e como era a vida de uma criança naquela época.
 

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