Até o dia 27 de setembro, o Shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo, recebe a exposição “O Universo de Tarsila do Amaral”, que mostra um lado mais intimista da artista brasileira. O espaço reproduz alguns ambientes da casa onde a pintora morava no bairro do Bom Retiro, além de alguns de seus objetos pessoais.

“Tarsila foi a percursora do movimento modernista. A partir dela, a arte brasileira se atualizou e ganhou destaque internacional”, explica Tarsilinha do Amaral, sobrinha-neta da artista e curadora da exposição. “A aproximação do público com os objetos, fotos e cartas cria uma intimidade das pessoas com o mito”, completa.

Um dos destaques sobre o percurso é ser inteiramente inclusivo. Logo no início, há a “Parede Sensorial”, um espaço em que se pode ouvir uma narração sobre a vida da Caipirinha de Capivari, além de um vídeo com o mesmo conteúdo em Libras. Ainda neste espaço, as obras Abaporu e Floresta foram transformadas em painéis de alto relevo, montadas com peças de texturas diferentes, que podem ser sentidas pelo tato por pessoas com deficiência visual. Vale lembrar que, todas as placas explicativas da mostra vêm acompanhadas de um adesivo com o mesmo texto escrito em Braille.

No espaço “Criação”, vê-se uma réplica de um dos espaços da casa onde Tarsila morava, preenchido de desenhos de alguns de seus quadros. Já em “Ateliê”, a reprodução foi feita com objetos que pertencem à família Amaral. No “Espaço Intimista”, por sua vez, encontram-se cópias de joias usadas pela pintora, além de sua clássica capa vermelha – que veste no autorretrato Manteau Rouge – e outros objetos como as luvas e o binóculo que usava para ir ao teatro. É possível, também, sentir o aroma do perfume que sempre usava: Moment Supreme, de Jean Patou.

Diversas obras da artista ganharam versões interativas. Sucesso entre as crianças, o quadro Floresta tornou-se uma piscina de bolinhas em que é possível mergulhar. Abaporu e Manacá foram representados em 3D, permitindo aos visitantes tirar fotos em meio aos elementos criados pela modernista. Por fim, algumas cores de Morro da Favela foram suprimidas e o público é convidado a preenchê-las.

O público tem tido uma recepção bastante positiva da exposição, conhecendo melhor e descobrindo algumas curiosidades sobre a maior artista plástica brasileira. Grupos de escola, faculdades e até de alfabetização para a terceira idade já passaram por lá. E você? Está em São Paulo e ainda não se programou? A visita é gratuita e imperdível!

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