Um dos vencedores da 3ª edição do Prêmio Instituto Claro, o projeto “Aprender Brincando com Processing e Arduino” já está colocando os alunos do Colégio de Aplicação (CAp) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em contato com essas tecnologias para criar planos de trabalho que serão desenvolvidos nos próximos meses. Formulado há cerca de um ano, o projeto passou por uma primeira fase, de montagem do laboratório que será usado pelos alunos e de apresentação das duas ferramentas que serão foco de trabalho de alunos e professores.

Processing é uma linguagem/ambiente de código aberto, enquanto o Arduino é, ao mesmo tempo, um protótipo baseado em uma placa de circuito e um ambiente aberto que permite o desenvolvimento de código para essa placa. Ambos são muito populares entre artistas, designers e programadores, por oferecerem facilidades de programação (veja mais detalhes neste infográfico). Esta característica é definidora para o projeto, que pretende promover a integração de escolas por meio de uma aprendizagem em rede, estimulando o desenvolvimento artístico e científico dos estudantes a partir do uso da computação aplicada a diferentes disciplinas. Para incentivar a criação de projetos colaborativos, a proposta é que o laboratório do “Aprender Brincando com Processing e Arduíno” seja itinerante, levando a produção de conhecimento com tecnologias móveis a outras escolas.

O primeiro encontro para explorar as possibilidades das duas tecnologias, realizado em setembro, contou com aproximadamente 20 pessoas, entre educadores, alunos e graduandos que vão trabalhar como monitores do projeto. “Começamos vendo alguns vídeos de referência sobre a história da internet e projetos de arte e computação”, conta Izabel Goudart, coordenadora do projeto. A reunião teve a participação da empresa de desenvolvimento de softwares 3Ecologias.net, convidada a dar suporte no processo de reconhecimento dos programas. Na ocasião também foi realizado um brainstorm para decidir os rumos dos projetos dos alunos a serem desenvolvidos nesta nova etapa.

Deste encontro inaugural saíram quatro protótipos que devem servir de base para a produção dos alunos nos próximos meses. “Com post-its, mapeamos alguns problemas e soluções relativas ao cotidiano da escola e fomos juntando coisas que gostamos e não gostamos para criar grupos a partir de interesses em comum”, explica Izabel.

Por enquanto, apenas o Colégio de Aplicação está sediando o “Aprender Brincando com Processing e Arduino”, mas durante os próximos meses outros encontros ocorrerão e, aos poucos, o projeto vai ser estendido a outras duas escolas do Rio. Segundo Izabel, “o objetivo de sensibilização, apresentação de tecnologias, sua aplicação na educação e o desenvolvimento de projetos em um clima de ‘aprender brincando’ foi totalmente atingindo. Agora é trabalhar pela continuidade”.

Talvez Você Também Goste

Notícias

Como ensinar história por meio da Copa do Mundo: 5 fontes essenciais

Registros do torneio de futebol ajudam a analisar contextos políticos, sociais e culturais dentro e fora do Brasil

há 1 dia
Notícias

Copa do Mundo na escola: 3 livros para trabalhar o tema com os alunos

Obras trazem fatos históricos, curiosidades e análises sociais ligadas ao maior torneio de futebol do planeta

há 3 dias
Notícias

Como identificar e prevenir a violência infantil: 5 leituras para professores

Publicações combinam base teórica, orientações práticas e experiências aplicadas com sucesso no país

há 1 mês
Notícias

A escola e o combate à violência contra a mulher: 6 recursos pedagógicos

Alinhada à LDB, lista inclui sequências didáticas, atividades e vídeos para trabalhar o tema com estudantes

há 2 meses

Receba NossasNovidades

Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!

Receba NossasNovidades

Assine gratuitamente a nossa newsletter e receba todas as novidades sobre os projetos e ações do Instituto Claro.