Estimular a leitura dos alunos é um desafio comum para muitos professores, principalmente quando é uma atividade obrigatória e trata-se de uma obra clássica. Com isso, a ONG Casa da Árvore, que promove a cultura digital, enxergou nas novas tecnologias um meio de incentivar os estudantes de forma inovadora, inclusiva e colaborativa.

Em 2010, a instituição criou o projeto “E se eu fosse o autor?” com o objetivo de trabalhar uma nova metodologia de ensino, baseada nas mídias digitais. A proposta é que os estudantes usem esses mecanismos para criar coletivamente uma nova história baseada na obra literária discutida em sala ou façam suas próprias releituras, levando a narrativa para outra plataforma.

A iniciativa, desenvolvida em cidades do Tocantis, Goiás e Minas Gerais, funciona em parceria com as escolas da rede pública dos municípios onde atua. Em um primeiro momento, os professores participam do Laboratório de Práticas Pedagógicas Inovadoras, uma ação de formação continuada onde desenvolvem suas próprias formas de incentivar a leitura de seus alunos. Em seguida, os educadores e estudantes participam do Laboratório Criativo de Leitura e Tecnologia onde são produzidos conteúdos em diferentes mídias e formatos, como e-books, vídeos, mapas digitais, ações em redes sociais, radionovelas e até fanzines.

Foi a partir deste processo que os estudantes de Escola Estadual São José, em Palmas, no Tocantis, incorporaram o aplicativo WhatsApp nas aulas de Literatura. A proposta da professora Ana Paula Viana, desenvolvida durante as atividades do projeto, era instigar os alunos do 8º ano do Ensino Fundamental a usar a ferramenta para discutir e refletir sobre “O Guarani”, de José de Alencar. O caso rendeu um artigo que será apresentado no 6° Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação, em Recife.

Na Escola Estadual Vovó Dulce, em Senador Canedo, Goiás, a professora Wilza Araújo desafiou seus alunos a usarem o mesmo aplicativo para criar narrativas colaborativas sobre temas que permeiam a história de Dom Quixote de La Mancha, clássico cavaleiro criado por Miguel de Cervantes. Os jovens produziram textos sobre a loucura e a violência contra idosos e compartilharam também suas experiências durante o processo.

Neste ano, o projeto “E se eu fosse o autor?” foi semifinalista do Desafio Tecnologia é Ponte, promovido pelo Changemakers da Ashoka com apoio do Instituto Embratel Claro.

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