Aliar arte e tecnologia à educação tem sido o principal objetivo e o grande desafio dos projetos que buscam modernizar o ensino tradicional nos dias de hoje. Um feliz exemplo de projeto que segue esse mantra é o Curtas de Animação, apoiado pela 1ª edição do edital “Novas Ideias para o que Temos ao Redor”, do Instituto Embratel Claro, em 2013.

Ele acontece esta semana em Campinas e visa a promover a inclusão social, histórica e tecnológica de crianças e adolescentes de baixa renda a partir da criação de desenhos animados. “Os alunos devem conceber a ideia do início ao fim e, desta forma, o projeto promove conhecimento técnico, trabalho em equipe e um conhecimento maior sobre o espaço onde eles moram e estudam”, explica Antoine Kolokathis, diretor da Direção Cultura, empresa idealizadora do projeto.

O Curtas de Animação, que já viajou para o nordeste e trabalhou com tribos indígenas antes de chegar ao interior paulista, será realizado entre os dias 24 e 28 de novembro em escolas municipais e estaduais de Campinas, com cinco oficinas de aproximadamente 15 alunos cada uma.

Durante as reuniões, os grupos de alunos serão estimulados a construir os personagens, criar os desenhos, fazer as animações e incluir trilha sonora, com o suporte das equipes da Direção Cultura e do Núcleo de Cinema e Animação de Campinas (NCAC).

Para toda a produção, os jovens terão acesso a um estúdio itinerante que se desloca para cada local onde as oficinas serão realizadas. Nesta edição, o tema proposto são os Jogos Olímpicos Rio 2016, para explorar o esporte. “A ideia é que os alunos façam uma produção totalmente própria, para estimular o pensamento criativo”, conta Antoine.

Como resultado, cada oficina produz um curta de três minutos. Para divulgar a ação, serão gravados mil DVDs para serem distribuídos em escolas, TVs educativas e festivais de vídeo. Para o futuro, o objetivo é que o projeto atinja cada vez mais pessoas a partir de professores multiplicadores. “Nós não temos como impactar todos os alunos neste momento, então queremos que os professores das escolas acompanhem e estejam capacitados para multiplicar o conhecimento para outros estudantes”, completa Antoine.

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