Três cidades do Rio Grande do Sul já receberam as oficinas do projeto Cidade Transmídia, apoiado no edital ‘Novas Ideias para o que Temos ao Redor, do Instituto Embratel Claro. Santa Maria, Caxias do Sul e Pelotas foram os municípios contemplados até o momento com a iniciativa, que consiste em mapear lugares históricos por meio de personagens fictícios, criados pelos participantes, e cujos depoimentos são retratados com recursos multimídia.
Cada oficina contou com cerca de 20 participantes. Nelas, foram criados 12 personagens que contaram as histórias das cidades sob diferentes perspectivas – desde uma criança, até um fantasma de uma atriz, que encontra casas lendárias nas ruas.
Para Camila Farina, uma das criadoras do projeto, o Cidade Transmídia está superando as espectativas. “Nós tivemos um número bem alto de inscritos em todas as cidades, teve muita colaboração e interação entre os participantes”, comemora. Um dos destaques e objetivos da iniciativa era que o mapeamento revelasse um pouco da cultura de cada cidade, enraizada nos participantes, o que foi alcançado em todos os resultados.
Em todas as cidades, o desejo de redescobrir o passado estava presente nos personagens criados. Santa Maria, conhecida por suas ferrovias, se mostrou um ambiente de passagem, já que tinha sua economia baseada no trânsito de mercadorias. Pelotas e Caxias do Sul demonstraram os resquícios da colonização europeia e sua ligação ainda presente com o continente.
A próxima e última parada do projeto acontece em Porto Alegre, a partir do dia 26 de agosto. Todos os personagens continuam ativos nas redes sociais e os mapeamentos podem ser encontrados no site do projeto, onde também é possível fazer as inscrições para as últimas oficinas.
Sobre o Cidade Transmídia
Criado em 2010, na Espanha, o projeto foi idealizado pelos artistas e pesquisadores em arte, comunicação e novas mídias Lenara Verde, Camila Farina e Tiago Lopes. O Cidade Transmídia consiste em mapear cidades através de personagens fictícios que contam suas histórias, com seus diferentes olhares. Para que isso aconteça nas cidades gaúchas, estão sendo feitas oficinas com duração de quatro dias cada, para que os participantes criem os personagens, os roteiros para cada cidade, gravem vídeos e façam fotos dos locais históricos das comunidades onde vivem. Tudo isso compõe um mapa disponível no site do projeto.
As primeiras oficinas, que aconteceram em Andaluzia, na Espanha, e no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, foram um sucesso, segundo Camila Farina. “Nós fomos à região de Andaluz, que tem uma variedade cultural imensa, e nos demos conta de que as próprias pessoas que vivem ali não conheciam sua cidade muito bem”, conta.