O projeto Cidade Transmídia, apoiado pelo Edital ‘Novas Ideias para o que Temos ao Redor’, já começou suas atividades no Rio Grande do Sul. A primeira cidade escolhida para receber a iniciativa, que consiste em mapear cidades através de personagens fictícios, foi Santa Maria. 11 participantes foram acionados para criar quatro personagens que têm a missão de narrar a história do Centro Histórico da cidade.
O grupo passou por quatro dias de oficinas para criar seus personagens, escolher seus roteiros e produzir materiais audivisuais para apresentar a trajetória de cada um pela cidade. Aureano, Atnas, Arlinda e Santa Ventania foram os nomes escolhidos pelos participantes. Cada um traz um pouco da cidade e de seus criadores e, por meio de fotos, vídeos, diálogos e de uma página no Facebook, eles apresentam diferentes olhares da cidade onde vivem.
As oficinas foram feitas em uma sala do casarão da Sociedade União dos Caixeiros Viajantes (SUCV), uma construção de 1926 que foi recentemente restaurada para abrigar algumas atividades da Prefeitura Municipal e que é um dos marcos de Santa Maria. Com toda sua história e pelo que representa para os cidadãos do município, o lugar tornou-se perfeito para despertar a criatividade dos participantes para criarem as histórias.
Agora, o Cidade Transmídia segue rumo à cidade de Caxias do Sul, com as atividades começando dia 15 de julho. Para saber mais sobre o que rolou em Santa Maria e se inscrever para as próximas oficinas, que acontecem em Caxias do Sul, Pelotas e Porto Alegre, acesse: http://www.cidadetransmidia.com.br/
Sobre o Cidade Transmídia
Criado em 2010, na Espanha, o projeto foi idealizado pelos artistas e pesquisadores em arte, comunicação e novas mídias Lenara Verde, Camila Farina e Tiago Lopes. O Cidade Transmídia consiste em mapear cidades através de personagens fictícios que contam suas histórias, com seus diferentes olhares. Para que isso aconteça nas cidades gaúchas, estão sendo feitas oficinas com duração de quatro dias cada, para que os participantes criem os personagens, os roteiros para cada cidade, gravem vídeos e façam fotos dos locais históricos das comunidades onde vivem. Tudo isso compõe um mapa disponível no site do projeto.
As primeiras oficinas, que aconteceram em Andaluzia, na Espanha, e no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, foram um sucesso, segundo Camila Farina. “Nós fomos à região de Andaluz, que tem uma variedade cultural imensa, e nos demos conta de que as próprias pessoas que vivem ali não conheciam sua cidade muito bem”, conta.