Os professores de 103 escolas particulares paralisaram suas atividades em 29 de maio para a manutenção da convenção coletiva que regula as relações trabalhistas da categoria. O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp) propôs a retirada e alterações de metade das cláusulas da convenção. Representados pelo Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP), os docentes não aceitaram a modificação e propuseram a manutenção do acordo de 2016-2017, que foi recusado pela entidade patronal.

“A paralisação não está relacionada a salário, mas à manutenção de direitos do trabalhador. A convenção existe há aproximadamente 20 anos e regula toda a vida trabalhista do professor, da sua admissão até sua saída. Isso inclui remuneração, a carga de trabalho e a estabilidade da categoria”, explica uma das diretoras do Sinpro-SP, Sílvia Bárbara.

Segundo o Sinpro-SP, a retirada dos direitos afetaria diretamente os estudantes. A ampliação do tempo da hora-aula para mais de 50 minutos sem o aumento da remuneração é um dos itens em disputa, assim como realizar contrato de trabalho intermitente, nos quais o professor não cria vínculos com a escola em que leciona.

“Ampliar a rotatividade dos professores é prejudicial à construção de um planejamento pedagógico adequado”, lembra a educadora. “Reduzir a remuneração dos professores irá obrigá-los a dobrar ou até triplicar o turno”, reforça.

Essa é a segunda paralisação da categoria, que já havia suspendido as atividades em 23 de maio – mobilização que, na ocasião, contou com a adesão de 37 escolas.

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