A leitura e a escrita permeiam quase todas as nossas ações de comunicação cotidianas. Por isso, quando aprendemos a ler e a escrever, dizemos que passamos pelo processo de alfabetização inicial. A alfabetização e o letramento são processos contínuos e não apenas para educadores e seus alunos, mas para toda a sociedade. E foi para difundir a formação “letrada” nas áreas pedagógica, política, cultural e digital, que o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária – Cenpec – em parceria com a Fundação Volkswagenlançaram a Plataforma do Letramento, um espaço dedicado à difusão, formação e reflexão da leitura e da escrita.

O portal conta com materiais de referência, como vídeos, artigos, infográficos e estudos que dão base à formação continuada dos educadores; projetos presenciais de formação em escolas e cursos online. “A ideia é que a plataforma seja um espaço onde os professores possam realizar processos de desenvolvimento profissional e onde interajam com outros educadores para construir coletivamente”, explica Antônio Batista, coordenador de pesquisas da Plataforma do Letramento.

Com menos de um mês de funcionamento da plataforma, os cursos online já atingem cerca de duas mil pessoas e são constituídos por duas modalidades: educação a distância e oficinas. Os cursos EaD contemplam os três projetos da plataforma hoje: “Brincar”; “Aceleração da Aprendizagem” e “Entre na Roda”. O primeiro promove uma reflexão sobre a concepção de infância e adolescência, com o brincar como elemento central das descobertas do período. O segundo, voltado a educadores do 1º ao 9º ano, trabalha com a defasagem de alunos e com a reintegração de jovens que estão em situação de defasagem idade-série. E o último visa atingir, além dos educadores, pessoas da sociedade, em geral, que queiram atuar como mediadores de leitura. “Nós acreditamos que essa interação entre a educação a distância e as ações presenciais enriquecem o curso e a discussão”, explica Claudia Tetri, gerente de projetos da Plataforma do Letramento.

Já as oficinas online contemplam, por enquanto, apenas o projeto “Entre na Roda” e também são destinadas a todos que desejam se tornar mediadores de leitura. “São oito módulos que discutem a formação deste mediador, mas eles seguem uma linha autoinstrucional, com pouca mediação”, pontua Claudia.

Antônio afirma que a colaboração e a construção coletiva do ambiente da plataforma são elementos essenciais do projeto. “Nós temos seções abertas para receber relatos de experiências de professores. É importante publicar o que está acontecendo na prática para que outros educadores vejam a referência e não se sintam sozinhos”, completa o coordenador, que também deseja que, no futuro, a maior parte da plataforma seja alimentada pelos próprios educadores que a visitam.

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