Imagine uma biblioteca internacional, que pode ser acessada e alimentada por pesquisadores do mundo inteiro com artigos e outros conteúdos científicos. Esta ideia está sendo colocada em prática por meio da plataforma de acesso livre OpenEdition, que foi apresentada na última sexta-feira (10), na 22ª Bienal de São Paulo. “Oferecemos às bibliotecas a oportunidade de participar na construção de um modelo econômico inovador para publicações em acesso livre”, explicou Marie Pellen, pesquisadora francesa que coordena a versão em língua portuguesa da plataforma.
O OpenEdition é oferecido como uma solução Freemium (serviço grátis, mas com funções adicionais taxadas) para publicação acadêmica de ciências humanas. Convidada do programa “Livros & Cia”, Pellen explicou o funcionamento da ferramenta e sugeriu que o mercado brasileiro está aquecido para receber os livros digitais com mais abrangência.
Criado em Portugal, o OpenEdition existe nas línguas inglesa, francesa e portuguesa e reúne quatro plataformas específicas para a publicação digital. O Reveus, que conta com mais de 350 revistas e coleções de livros, o Calenda, que dá a oportunidade ao pesquisador de publicar eventos, como congressos e workshops, o Hypotheses, que agrega blogs voltados para pesquisa acadêmica e, por último, o Open Books, uma biblioteca virtual voltada para empresas universitárias e pesquisadores. O usuário tem também a possibilidade de baixar aplicativos para celulares ou tablets e pode escolher entre os formatos pdf, impresso ou e-book para ler os artigos.
Para ter acesso às publicações basta acessar o site e fazer sua pesquisa, mas para fazer o upload de livros, revistas ou eventos, é necessário o preenchimento de um formulário que é submetido para aprovação do site.