Uma iniciativa está registrando a trajetória da Educação a Distância (EaD) de forma colaborativa por meio da maior rede social do mundo. Trata-se da página História EaD, organizada pelo professor brasileiro João Mattar e o português Paulo Simões. A página utiliza os recursos de timeline do Facebook, que permite situar uma publicação (link, fotos ou vídeos) em qualquer data, de forma cronológica.
O ponto de partida adotado é o ano de 1720, quando cursos de taquigrafia por correspondência eram anunciados amplamente em jornais. Entretanto, alguns consideram que a Educação a Distância remete aos tempos de Platão, quando o conhecimento era transmitido através de cartas.
Alguns pontos marcantes da trajetória da Educação a Distância
1858: Fundação da International Correspondence School, nos Estados Unidos: http://www.pennfoster.edu/
1926: Fundação do National Home Study Council (NHSC), hoje Distance Education and Training Council (DTEC), voltado a boas práticas no setor http://www.detc.org/
1939: Fundação do Instituto Radiotécnico Monitor http://www.institutomonitor.com.br/
1969: Entra em operação a ARPANET, rede que conectava a Universidade da Califórnia (UCLA) com a Universidade de Stanford: http://pt.wikipedia.org/wiki/ARPANET
1988: Criação da Universidade Aberta – Portugal, única instituição de ensino superior a distância público naquele país: http://www.uab.pt/
1995: Fundação, no Brasil, da Abed: Associação Brasileira de Educação a Distância: http://www2.abed.org.br/
A iniciativa surgiu a partir do Mooc (Massive open online course) sobre EaD, organizado por Mattar e Simões. Esta modalidade de curso a distância procura ampliar a interação entre os participantes do curso e investiga ainda as formas pelas quais as pessoas aprendem em rede. Trata-se do primeiro curso neste formato oferecido no Brasil, com final previsto para 12 de dezembro.
O curso terminará em breve, mas a timeline continuará aberta para consulta e contribuição. “Eu ainda não vi nada parecido com essa iniciativa em termos de riqueza de conteúdo. Pelas limitações do Facebook, disponibilizamos um formulário do Google Docs onde as pessoas podem dar suas contribuições. Tivemos participação de mais de 40 pessoas neste processo”, explica Mattar.
Outro ponto interessante da experiência se dá pela interação que a plataforma oferece. Pessoas interessadas em algum evento específico podem trocar informações e documentos através dos comentários das postagens, além de ser possível registrar o processo de construção da própria linha do tempo.