A violação de direitos de crianças e adolescentes durante as Olímpiadas do Rio de Janeiro poderão ser feitas em canal específico. Uma equipe ligada a Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) atuará no recebimento e encaminhamento dos casos. O objetivo é a prevenção e o enfrentamento de violações que se tornam mais recorrentes em grandes eventos.
De acordo com a Ouvidora Nacional dos Direitos Humanos, Irina Bacci, há um aumento de 30% nas denúncias em períodos de grande movimentação turística no país, conforme ocorrido na Copa das Confederações, Copa do Mundo, Jornada Mundial da Juventude e Jogos Mundiais dos Jogos Indígenas. Poderão ser denunciados casos de trabalho infantil; exploração sexual; uso de álcool e outras drogas; crianças em situação de rua; e desaparecimento de meninos e meninas.
Os 12 representantes da SEDH estarão presentes durante o período dos jogos nos quatro Plantões Integrados, instalados pelo Comitê de Proteção Integral a Crianças e Adolescentes nos Megaeventos do Rio de Janeiro. Os plantões estão localizados na orla de Copacabana e nos Boulevards Olímpicos Porto Maravilha, na região central; Parque Madureira, na zona norte; e Centro Esportivo Miécimo da Silva, em Campo Grande, na zona oeste da cidade.
Disque 100
Até o dia 30 de setembro, o Disque 100, serviço de recebimento e encaminhamento de denúncias de violações de direitos humanos, oferecerá atendimento em três idiomas: português, inglês e espanhol. A ideia é facilitar a utilização do serviço pelos turistas que estarão no país. Os brasileiros e estrangeiros também poderão utilizar o
aplicativo de celular Proteja Brasil para fazer denúncias de violações de direitos humanos.