O que se ganha e o que se perde com os museus virtuais?
Paula Carolei – A vantagem dos museus virtuais é que você pode criar suas coleções digitais próprias de obras, comparar obras, artistas e museus, compartilhar facilmente com colegas, fazer composições digitais a partir dos arquivos salvos ou visualizados, além de poder conhecer museus remotamente, já que pode ser difícil a visita presencial pelo tempo, dinheiro, acesso, distância e etc. Assim, amplia-se o acesso aos museus, mesmo que num formato digital. Já a desvantagem é a falta do contato físico que, com certeza, é diferente. Conhecer o museu fisicamente é outra experiência.
Há possibilidades de adquirir cultura à distância, como o professor pode trabalhar isso com os alunos?
Paula – Com certeza, e o professor pode justamente aproveitar esse acesso e essas possibilidades de coleções e de comparação para propor além da apreciação, atividades de contextualização e de autoria, usando as ferramentas de composição e criação digital.
Quais são os museus que podem ser visitados online que mais recomendaria?
Paula – Acho que o Art Project do Google (https://www.google.com/culturalinstitute/project/art-project?hl=pt-br) é um dos melhores espaços para essa visita, pois ele tem millhares de museus e até arte de rua. Suas interfaces e recursos permitem tanto explorar virtualmente os espaços museológicos, de forma semelhante ao Google Street View, assim como permite fazer buscas, coleções, comparações e compartilhamento das obras apreciadas.
Paula Carolei possui graduação em ciências biológicas pela Universidade de São Paulo, mestrado em educação pela Universidade Estadual de Campinas e doutorado em educação pela Universidade de São Paulo (2007). Trabalha com tecnologia educacional desde 1993.
O “Museus” é um dos módulos de formação que faz parte do programa Educonex@o.