A Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação (MEC) publicou, na última semana, o caderno Passo a Passo do Mais Educação – programa para aumentar a oferta de atividades no contraturno escolar. A publicação apresenta orientações para as escolas de todo o país. No final de julho, chegou a 49,3 mil a quantidade de escolas públicas com matrículas de estudantes na educação integral.

Na apresentação do caderno, a diretora de currículos da educação básica da SEB, Jaqueline Moll, diz que a proposta do programa “constitui-se a partir da compreensão de uma escola que baixa seus muros e encontra a cultura, a comunidade, a cidade em processos permanentes de expansão e de criação de territórios educativos”.
 
O documento, que será impresso e distribuído para o conjunto das escolas que aderiram ao Mais Educação, traz um desenho da organização das atividade em escolas situadas no campo e na área urbana. Nas duas situações, o acompanhamento pedagógico é obrigatório, de acordo com nota divulgada pelo MEC.
 
Nas escolas no campo, o Passo a Passo propõe que o acompanhamento pedagógico esteja voltado para cinco campos do conhecimento: ciências humanas, ciências e saúde, etnolinguagem, matemática, leitura e produção de textos. Além do currículo, as atividades também devem privilegiar itens como agroecologia, cultura, iniciação científica, memória e história das comunidades tradicionais.
 
Já com relação às escolas urbanas, a maioria do Mais Educação, a indicação é que durante o acompanhamento pedagógico a escola oriente os estudos dos alunos e a leitura, além de escolher uma terceira atividade, que pode ser letramento, matemática, línguas estrangeiras, de uma lista de seis sugestões.
 
Prioridades e espaço
O caderno também relaciona situações que devem merecer a atenção do diretor da escola, do orientador pedagógico e do conselho escolar: crianças e jovens em situação de risco e vulnerabilidade social; estudantes que congregam, lideram, incentivam e influenciam positivamente seus colegas; aqueles com defasagem escolar em relação à idade; com índices de repetência; e que demonstram interesse em estar na escola por mais tempo.
 
Ao tratar da questão dos reduzidos espaços escolares para a educação integral, problema típico na maior parte das redes públicas, o Passo a Passo sugere aos educadores a construção de um mapa das possibilidades na escola, considerando – biblioteca, pátio coberto, sala de leitura –, bem como na comunidade – salão paroquial, espaço dos escoteiros, centros comunitários, praças, sem descartar outras áreas – museu da cidade, pátio do Corpo de Bombeiros, quartel das Forças Armadas.
 
Outro item diz respeito ao planejamento da oferta de educação integral. Nesse ponto, o caderno indica que a primeira medida a tomar é escolher o professor comunitário da escola para ser o responsável por coordenar as atividades. “A escola do século 21 não pode ser mais a escola do tempo de copiar do quadro”, chama a atenção Jaqueline, ao final da publicação. Acesse aqui.
 
Crianças trabalham com horta comunitária como atividade de educação
integral na Escola Municpial Luiz Viana, em Entre Rios,
na Bahia(Foto: Geyson Magno/Arquivo MEC)

 

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