Teve início, nesta segunda-feira, a semana presencial da 4ª edição do Campus Mobile! Os 65 participantes do programa estavam bem animados e já puderam ter um gostinho do que está por vir nos próximos dias. Os jovens, que vieram de 15 estados brasileiros, foram recebidos no auditório da Engenharia Elétrica na Universidade de São Paulo.

A cerimônia de abertura começou com uma fala de Roseli de Deus Lopes, professora do Laboratório de Sistemas Integráveis da USP (LSI-USP), que agradeceu a participação dos mobilianos e lembrou a importância da dedicação de cada um deles. “Não basta ter ideias, é preciso trabalhar duro para transformá-las em produtos e construir carreiras”, disse.

Em seguida, Carlos Zenteno, presidente da Claro, falou sobre a importância de projetos como o Campus Mobile, que coloca os estudantes em contato com o mercado. Destacou ainda a importância do evento para que eles possam mostrar o que sabem e também como oportunidade de trocar experiências com pessoas diferentes.

Luiz Bressan, diretor do Instituto Embratel Claro, encerrou a cerimônia relatando suas expectativas para o evento. Espera que, ao final dessa semana, os candidatos envolvam-se cada vez mais com seus projetos e amadureçam suas ideias. Enfatizou também a importância das palestras que ocorrerão até sexta-feira, que apresentarão aos mobilianos diferentes aspectos do mercado de tecnologia e como os empreendedores podem destacar-se com suas ideias de aplicativos.

A manhã terminou com uma oficina de Design Thinking conduzida por Alexandre Martinazzo, um dos tutores do LSI-USP. A atividade consistiu em entender o conceito a partir da prática, assim, após formarem duplas, os jovens precisavam cumprir uma tarefa: redesenhar a experiência de sua respectiva dupla presentar alguém. Sob a orientação detalhada do professor e usando a criatividade, passaram por todas as etapas do processo até chegar a uma solução.

No período da tarde, os grupos fizeram as demonstrações inicias de seus aplicativos e depois debruçaram-se sobre seus protótipos durante a primeira parte da maratona de programação, que acontece até o fim do dia de amanhã.

Neste ano, participam dessa etapa do programa 28 projetos criados por estudantes do Ensino Técnico e do Ensino Superior. Os apps passam pelos mais diversos temas, mas sempre buscando a solução de um problema – que às vezes nem sabemos que existe! É impressionante ver a criatividade e a vontade desses jovens de transformar suas ideias em negócios rentáveis.

Conheça alguns dos projetos inscritos no programa:

Air Assistant

Criador por: Matheus Morgado, aluno de Engenharia Elétrica da Escola Politécnica da USP.

O que faz: aumenta a acessibilidade e a inclusão nos aviões. O aplicativo permite controlar a televisão e a luz e ainda transforma texto em voz, o que permite deficiente auditivos comunicaram-se com os comissários de bordo sem depender da linguagem de sinais.

Como surgiu a ideia: Matheus fez iniciação científica sobre inclusão nos aviões e pensou em criar uma solução para algumas das dificuldades enfrentadas por pessoas com necessidades especiais.

O que espera do Campus Mobile: desenvolver suas habilidades de programador, transformar sua ideia em um produto e em um plano de negócios.

Bitlândia

Criador por: Maria Carolina Marinho, cursando Engenharia da Computação, e Tamyres Freitas, cursando Publicidade e Propaganda, da PUC-Rio.

O que faz: ensina lógica de programação para crianças de 5 e 6 anos, por meio de um jogo interativo que simula um parque de diversões.

Como surgiu a ideia: perceberam que quanto mais cedo as crianças entrarem em contato com noções de programação, mais fácil é o aprendizado para elas.

O que esperam do Campus Mobile: fazer contatos, conhecer outros participantes e pessoas do mercado.

Build and Teach

Criador por: William Dias, aluno de Informática Biomédica, da USP de Ribeirão Preto.

O que faz: auxilia crianças autistas a ter mais independência e a aprender palavras novas. O aplicativo mostra tutoriais de tarefas que podem ser complicadas para elas, identifica uma série de objetos e ainda ensina a grafia e a pronúncia dessas palavras.

Como surgiu a ideia: a partir do contato com uma professora que tem um filho autista. O material já existe em versão offline e a ideia é não precisar do papel para facilitar o acesso. Pais, profissionais e instituições podem usar o aplicativo.

O que espera do Campus Mobile: conhecer o mercado da tecnologia e melhorar seu projeto.

CoaShe

Criador por: Carolina Bonturi, estudante de Ciência da Computação, Daví Rodrigues e Sidney Orlovski, estudantes de Engenharia da Computação, da Unicamp.

O que faz: reúne mulheres interessadas por tecnologia que estejam interessadas em participar ou que queriam oferecer sessões de coaching e mentoring para outras mulheres.

Como surgiu a ideia: perceberam que havia muitas mulheres na universidade interessadas no assunto, mas, fazendo uma pesquisa, descobriram que poucas seguem a carreira. Um dos motivos para isso é a falta de exemplos. Decidiram, portanto, criar uma plataforma que as conectasse.

O que esperam do Campus Mobile: concluir o aplicativo, conhecer outras pessoas e novas ideias e dar visibilidade para seu projeto.

Insight

Criador por: Ana Carolina Cabral, estudante de Design, Douglas Mandarino, estudante de Ciências da Computação, Felipe Argente, estudante de Engenharia da Computação, Gabriel Coutinho, estudante de Engenharia Elétrica, e Victor Yves Crispin, estudante de Sistemas da Informação, da PUC-Rio.

O que faz: é uma ferramenta de criação de videoaulas. É possível gravar vídeos, tirar fotos, fazer animações.

Como surgiu a ideia: os jovens sentiam-se entediados em suas aulas presenciais e, quando procuravam por conteúdos online, não encontravam materiais interessantes. As videoaulas não despertavam seu interesse, então decidiram criar um aplicativo que as deixasse mais dinâmicas.

O que esperam do Campus Mobile: fazer contatos com pessoas do meio da Educação e da tecnologia, conhecer empresas do ramo e saber mais sobre o mercado.

Timing Trip

Criador por: Diego Carvalho e Lucas Mendonça, alunos de Engenharia da Computação da Unicamp, e Túlio Bazan, que estuda Ciências da Computação na Metrocamp.

O que faz: ensina História para crianças e adolescentes por meio de jogos interativos.

Como surgiu a ideia: os próprios participantes e o irmão mais novo de um deles têm uma dificuldade comum em estudar a disciplina e, com isso, resolveram investigar o motivo do desinteresse. Concluíram que o problema vem da inquietude das crianças de ouvir o professor e de ler os textos exigidos. Pensaram, então, em criar uma ferramenta que fosse estimuladora e criasse desafios.

O que esperam do Campus Mobile: aprimorar e desenvolver mais o aplicativo.

S.O.S

Criador por: André Berzagui e Lucas Gambim, alunos do Ensino Médio integrado ao Técnico em Informática, em Osório, no Rio Grande do Sul.

O que faz: ajuda o SAMU no atendimento de acidentes. O usuário tira uma foto e envia pelo aplicativo, que também reconhece o local e o horário. Assim, o paramédico já conhece as condições da vítima antes mesmo de chegar ao endereço.

Como surgiu a ideia: hoje em dia, é bastante comum pessoas tirando fotos de acidentes por interesse próprio. André e Lucas pensaram em tornar esse hábito algo mais positivo, encontrando uma finalidade para essas fotos.

O que esperam do Campus Mobile: ganhar experiência sobre programação e o mercado mobile.

Durante toda a semana, o Instituto Embratel Claro publicará aqui no blog os principais destaques da 4ª edição do Campus Mobile. Não perca!

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