Atenção, educadores brasileiros: que tal complementar sua formação com um curso fora do Brasil? O Ministério da Cultura, Educação, Esportes, Ciência e Tecnologia do Japão (MEXT) oferece bolsas de estudo especialmente para professores, orientadores pedagógicos e diretores expandirem seus estudos no país. A ideia é que os educadores aprimorem seus conhecimentos em educação para aplicá-los posteriormente em suas escolas no Brasil.

Para participar, os professores precisam ter até 34 anos, um mínimo de 5 anos de experiência na área, estar exercendo a função e ter conhecimento fluente de língua inglesa ou japonesa. As inscrições para os cursos que se iniciam em outubro deste ano vão até o dia 6 março. O processo seletivo conta com provas de língua estrangeira, análise de documentos e entrevista.

Os educadores podem se inscrever em cursos como Administração Escolar, Método Educacional, Estudo de Matérias Específicas e Atividades Práticas e a duração da bolsa é de um ano e meio. Muitas das universidades oferecem aulas em inglês e os bolsistas podem fazer um curso de língua japonesa durante os seis primeiros meses do programa em instituições indicadas pelo MEXT.

“Estudar em uma universidade japonesa possibilita o contato com estudantes de todas as partes do mundo e a troca de ideias e informações”, comenta um representante do MEXT. Ainda segundo o Ministério, o bolsista agregará um lastro cultural e ampliará sua visão de educação global que irá contribuir para que o educador possa desenvolver projetos inovadores em escolas brasileiras.

Para Gustavo Isaac Killner, ex-bolsista que participou do curso no Japão, o contato com o método de pesquisa nas universidades japonesas contribui para que o educador possa desenvolver novos projetos nas escolas brasileiras. “Embora a realidade da educação no Japão seja significativamente distinta da realidade brasileira, é possível aplicar os conhecimentos adquiridos no Japão por aqui”, diz. Ele aponta que é necessário olhar criticamente ao que foi absorvido durante a experiência para transpor o conhecimento para a realidade brasileira.

Além disso, para a ex-bolsista Adriana Deguchi, é essencial que os educadores, ao retornarem, compartilhem os novos conhecimentos com outros docentes e com a equipe escolar para que possam, juntos, colocar em prática novos projetos. “Os educadores poderão refletir a prática escolar e elaborar materiais, atividades e projetos que contemplem não apenas a área pesquisada, mas também noções de cidadania, gratidão, respeito ao próximo e ao meio ambiente, além da ampliação da visão geral do mundo”, aponta.

Saiba mais sobre a bolsa aqui!

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