O uso de dispositivos móveis na educação vem crescendo com rapidez e a posição do Brasil nesta corrida pela inovação não está atrás de países mais desenvolvidos. Participante da segunda edição do Unesco Mobile Learning Week, que está acontecendo esta semana em Paris, o país se mostra avançado em termos de políticas públicas para a implantação do mobile learning. Representando o Brasil, Martín Restrepo, da Editacuja, apresentou projetos da editora e alguns projetos de governo que têm ajudado a alavancar a educação a móvel.
O número de países participantes praticamente dobrou em relação à primeira edição, no ano passado. Desta vez são 90 nações, apenas três delas da América Latina: Brasil, Uruguai e México. A esperada apresentação do Guia de Políticas Públicas para Mobile Learning da Unesco aconteceu nesta terça, 19. O guia -elaborado com a contribuição de diveros participantes, entre eles a Editacuja- tem como objetivo indicar boas práticas governamentais que ajudem no desenvolvimento móvel dos países, assim como projetos de qualificação de educadores e estudantes para utilizar estes recursos.
Entre as temáticas abordadas no documento, se destacam o uso destes dispositivos para a igualdade na educação e para uma educação não formal. Aparecem como bom exemplo algumas políticas públicas já implementadas no Brasil, como a isenção de impostos para a compra destas ferramentas para a educação e internet gratuita nas grandes cidades. “O Brasil tem planos muito ambiciosos de infraestrutura de telecomunicações e nós somos líderes na América Latina”, afirma Martín.
Entre os projetos apresentados pela Editacuja, estão o Tecnologias na Escola, desenvolvido em parceria com o Instituto Claro, e o Mobile Education Lab – MEL, ambos focados na formação jovens criadores de conteúdo. “A posição do Brasil como gerador de conteúdo é muito forte e este foi um tema muito comentado durante o evento”, finaliza Martín.