Enquanto a grande maioria das escolas procura banir a presença de aparelhos celulares nas salas de aula, um projeto da Fundação Vanzolini que propõe justamente o oposto tem chamado bastante atenção: é o Escola com Celular.
Por meio de parcerias estabelecidas com as Secretarias de Educação, 15 escolas do município de São Vicente e 10 de Caraguatatuba, em São Paulo, foram contempladas. O projeto já obteve resultados bastante relevantes sobre como a tecnologia consegue aumentar a interação não só entre o aluno e a escola, mas também entre o indivíduo e a comunidade.
Os trabalhos são desenvolvidos com base em trocas de mensagens por SMS, registros em foto, vídeo, ferramentas de pesquisa e mapeamento. Tudo é compartilhado por meio de uma rede social interna, desenvolvida para o projeto. O objetivo é estimular o senso de cidadania entre os estudantes e as comunidades onde vivem, usando ativamente os celulares, com foco em estimular comportamentos de eficiência, de reflexão e de solidariedade entre os jovens.
As parcerias criadas no passado demonstraram a capacidade do projeto de se adaptar à realidade local. Tanto em São Vicente quanto em Caraguatatuba, cujas escolas municipais receberam o projeto em 2011 e em 2013 respectivamente, a faixa etária dos alunos e o tema abordado foram selecionados de acordo com a realidade local. Em Caraguatatuba, por exemplo, as atividades tiveram como foco principal o combate à dengue usando as mensagens via SMS, o que gerou relatórios e mapeamentos bastante úteis para a prevenção da doença na cidade. Tudo feito pelas crianças envolvidas.
Esse engajamento social, além do apelo especial que a tecnologia tem para os jovens, fez com que o Escola com Celular fosse muito bem recebido por pais e alunos, nos dois anos em que foi implementado. Atualmente, a Fundação Vanzolini está estudando parcerias com novos municípios.