Há 16 anos, representantes de 180 países se reuniram no Fórum Mundial de Educação de Dakar, no Senegal, para a Cúpula Mundial da Educação. Lá foram discutidos diversos temas que envolvem os métodos de ensino nas escolas e foram estabelecidas metas globais para a Educação, que deveriam ser atingidas até o ano de 2015.

Entre elas estavam o aprimoramento do aprendizado infantil, o atendimento às necessidades de aprendizagem dos jovens, o alcance de melhores níveis de alfabetização de adultos e a eliminação da disparidade de gênero nas escolas. Veja mais sobre as metas aqui.

Porém, de lá para cá, outro tema entrou em pauta na agenda de educadores em todo o mundo: o uso das tecnologias em sala de aula e como ele pode ser, de fato, significativo para o desenvolvimento do ensino e da aprendizagem.

Com o mundo quase 100% conectado, a presença das TIC nas escolas é cada vez mais comum. E o tema tem chamado a atenção de educadores, especialistas e pensadores. Philippe Perrenoud, por exemplo, professor da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Genebra, defende o desenvolvimento de novas competências para o professor do século 21 – e como as tecnologias podem (e devem) fazer parte desta transformação.

Porém, segundo Regina de Assis, consultora de Educação em Mídia e ex-secretária de educação do Rio de Janeiro, as TIC são pouco exploradas na educação, com apenas algumas iniciativas e núcleos escolares empregando-as de forma inovadora.

Uma pesquisa realizada pelo CETIC.br sobre o uso das tecnologias na educação no Brasil em 2013 indica que 46% dos professores utilizam computador e internet com os alunos (10% a mais do que no ano anterior). O uso de tablets aumentou de 2% para 11% no mesmo período, mas esses recursos não são utilizados de forma verdadeiramente integrada às disciplinas.

E o que é necessário para que o cenário do uso das TIC na educação brasileira se desenvolva? Regina afirma que a resistência em aceitar a nova realidade e incorporar as tecnologias é menor do que em anos anteriores, de forma que os professores estão interessados em explorar o que as TIC têm a oferecer.

Assim, defende ser essencial atualizar os cursos do Ensino Superior, de forma que as tecnologias passem a fazer parte do currículo acadêmico. E tratando-se de um tema em constante mudança, também é importante investir na formação continuada do professor, isto é, criar cursos para educadores ao longo da carreira que os ensinem sobre as inovações e como utilizá-las para compor o projeto pedagógico das escolas.

A importância do Dia Mundial da Educação é clara: com tantas novidades, ferramentas e transformações constantes, este dia nos lembra a importância de refletir e repensar o que podemos fazer para que o ensino e a aprendizagem se desenvolvam.

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