Identificar inovações que utilizem a tecnologia como ferramenta para uma educação mais inclusiva, são capazes de quebrar barreiras de acesso à educação (formal e informal), acelerem a alfabetização digital e promovam o crescimento econômico através de processos educativos sustentáveis e democráticos: esse foi o objetivo do desafio “Tecnologia é Ponte: diminuindo distâncias na educação”, uma parceria do Instituto Embratel Claro com o Changemaker da Ashoka, que divulgou nessa quarta-feira (18) os projetos vencedores.
Segundo dados do MEC (Ministério da Educação e Cultura), 3,6 milhões de jovens em idade escolar não recebem educação adequada, e grande parte deles encontra-se nessa situação pela falta de canais, mecanismos e metodologias que os aproximem dos processos educacionais – sejam eles formais ou informais. Por esse motivo, o desafio mapeou mais de 100 inovações em todo o Brasil que estão superando esses obstáculos e proporcionando um acesso mais equânime.
Os projetos vencedores demonstraram que a tecnologia pode ser uma aliada importante no empoderamento dos beneficiários, tornando-os protagonistas de suas vidas e de suas comunidades. Os selecionados, que dividirão um total de R$36 mil para investirem no crescimento de suas ações, são:
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- F123, software de fácil utilização, baixo custo e alta portabilidade que democratiza o acesso à educação para crianças com deficiência visual, melhorando o contato com o mundo digital.
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- Projeto Digital Mente, projeto que promove conhecimentos básicos de informática, melhoria da qualidade de vida e fortalecimento da autoestima a pessoas com transtornos mentais leves, proporcionando maior interação e inclusão digital.
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- Diocese de Santarém, programa que desenvolve e fomenta ações de educomunicação junto a escolas municipais de Santarém-PA, através de programas de rádio.
Antes da decisão final, todos os 12 finalistas foram convidados para mentorias com especialistas nas áreas de redes sociais, design thinking, captação de recursos, comunicação, planejamento financeiro, técnicas de educação, uso de tecnologia na educação e empreendedorismo social. As sessões promoveram mais conexões e intercâmbio de conhecimento, demonstrando que o desafio ‘Tecnologia é Ponte’ ajudou no intercâmbio de conhecimento e no estímulo concreto à colaboração.
“A Ashoka e seus programas acreditam que uma educação democrática e inclusiva, que promova habilidades transformadoras, é um passo essencial rumo a um mundo mais sustentável”, comenta Claudia Duran, diretora da Ashoka Brasil.
Sobre o Instituto Embratel Claro
O Instituto Embratel Claro, mantido pela pela Embratel Star One e Claro, tem como missão aliar as tecnologias da informação e da comunicação à educação e ao desenvolvimento social. A organização é o resultado da união realizada em setembro de 2013 entre o Instituto Embratel (criado em abril de 2001) e o Instituto Claro (aberto em junho de 2008).
Alinhada à premissa do Grupo América Móvil em ser uma organização que impacte positiva e permanentemente as comunidades que atende e das quais faz parte, o Instituto Embratel Claro atua em atividades que favorecem o desenvolvimento social, cultural e educacional. Além disso, apoia o desenvolvimento integral das comunidades, estabelece parcerias com institutos e fundações que se dedicam ao desenvolvimento sustentável das regiões brasileiras e proporciona acesso à internet a cada vez mais pessoas.
O Instituto Embratel Claro é qualificado como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) pelo Ministério da Justiça. Também é reconhecido pelo Departamento de Informação Pública das Nações Unidas (DPI/ONU) como uma organização não governamental corporativa que promove os ideais e princípios sustentados pela Carta das Nações Unidas.
Sobre o Changemakers da Ashoka:
O Changemakers um programa da Ashoka que foca em mapeamento e ativação de redes de inovação, utilizando como principal ferramenta a tecnologia e a comunicação. A partir da visão de que cada um de nós é um agente de transformação, o Changemakers tem como objetivo conectar a rede da Ashoka com inovadores, estudantes, educadores, comunicadores – enfim, pessoas que queiram mudar a sua realidade – por meio de ferramentas online, como por exemplo os desafios colaborativos.