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O número de jovens desempregados no mundo ultrapassa 75 milhões e o número de vagas em empresas que estão procurando mão de obra não está distante disso. Mas o que impede os jovens de chegar a essas vagas? Procurando a resposta, a McKinsey, consultoria americana de pesquisa e negócios, entrevistou mais de oito mil pessoas, sendo 4.500 jovens, 2.700 empregadores e 900 educadores para o estudo Educação para o Trabalho: Desenhando um Sistema que Funcione.
A principal constatação foi a de que os jovens são liberados para o mercado de trabalho sem uma preparação e sem as habilidades necessárias para começar a carreira. Tanto eles quanto os empregadores sentem esta deficiência, enquanto grande parte dos educadores ainda acredita que as instituições os preparam adequadamente para o futuro. Em números, apenas 45% dos recém-formados e 42% dos empregadores acreditam que as instituições preparam os adolescentes. Entre os educadores, a opinião positiva sobre a formação chega aos 70%.
Os três pontos mais importantes desta deficiência educacional envolvem custo, prática e procura pela vaga perfeita. Segundo a pesquisa, mais de 30% dos estudantes do Ensino Médio não continuam sua formação pelo alto custo dos estudos. 50% não conseguem desenvolver as habilidades em um campo prático e os primeiros empregos encontrados não estão de acordo com o que foi estudado.
“A maioria das pessoas mapeadas trabalha paralelamente nessas questões e não consegue enxergar este caminho ao trabalho como um sistema”, explica Diana Farrel, diretora da McKinsey. Para Mona Mourshed, também diretora da instituição, as pessoas entendem a criticidade deste processo, mas ainda não reconheceram o que acontece no meio do caminho entre o estudo e a empregabilidade.
Apesar das más notícias, a pesquisa também é otimista. Ela aponta bons caminhos a se seguir para que este cenário comece a mudar, e eles estão ligados à tecnologia e ao aprendizado coletivo, com empresas, jovens e instituições alinhados. Para uma formação extra e um currículo mais padronizado, os cursos MOOC são os mais indicados, e para cobrir a defasagem prática, os games aparecem como ponto central.