Aos 12 anos foi contratado para trabalhar em um Açougue em Brasília (DF), aos 16 foi alfabetizado e passou a ter a leitura como um passatempo. Assim começa a trajetória de Luiz Amorim, que em 1994, quando seus patrões decidiram vender a casa de carnes, juntou todas as economias para comprar o comércio e se tornar, além de empresário, um agitador cultural com o Açougue T-Bone Cultural.

Confira abaixo um pouco da história de Luiz Amorim em uma conversa com o NET Educação.

NET Educação – Como surgiu a ideia de fomentar a leitura em um açougue?
Luiz Amorim – Da minha vontade de democratizar a leitura e arte. Fazer com que as pessoas tenham acesso à educação e cidadania. Porque foi por meio da literatura que o mundo se abriu para mim.

Leia mais:
– UNESCO e T-Bone lançam campanha de incentivo à leitura

NET Educação – E como começou o processo de juntar carne e livros?
Luiz Amorim – As pessoas estranhavam, nunca tinham visto um açougueiro promovendo leitura, pois quando comprei o açougue coloquei uma estante com 10 livros. Mas logos eles entenderam e passaram a apoiar a ideia. Hoje, no espaço tenho o acervo, e mais dois computadores com acesso à internet, para uso da público. Além disso, montei minibibliotecas em 37 paradas de ônibus aqui em Brasília. As pessoas podem pegar o livro emprestado, ler e entregar em qualquer outro ponto da cidade — o índice de perda e dano é baixo.


Livros disponíveis nas paradas de ônibus de Brasília

NET Educação – Quais outras atividades são oferecidas pelo Açougue T-Bone Cultural?
Luiz Amorim – As Noites Culturais, que promovem gratuitamente shows intimistas com artistas da MPB nas ruas de Brasília, a Bienal de Poesia, que apesar do nome, acontece anualmente na frente do açougue com poetas apresentando suas obras, e a Quinta Cultural, que reúne artistas da cidade para debater políticas culturais da cidade com o movimento cultural Viva Arte.

Veja como funciona o T-Bone Cultural

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