Além de oferecer suporte e assistência a jovens interessados em desenvolver suas próprias soluções móveis, o Campus Mobile ainda os coloca em contato com grandes profissionais da área de tecnologia. Durante a semana presencial desta 4ª edição do programa, os estudantes assistiram a palestras bastante inspiradoras, aprenderam ainda mais sobre o mercado e também pegaram algumas dicas com quem entende do assunto.

A terça-feira (19) começou com Laisa Costa, do Centro Interdisciplinar de Tecnologias Interativas da USP (CITI-USP), falando sobre Swarm Computing. Esse conceito, derivado da Internet das Coisas, corresponde a uma inteligência artificial coletiva, formada por diversos dispositivos, e o gerenciamento de todas essas máquinas conectadas.

A pesquisadora mostrou o que foi conquistado e descoberto até aqui e o que está sendo feito para garantir o sucesso dessa tecnologia. O trabalho realizado no CITI-USP conta com a parceria do Swarm Lab, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, de forma que as duas instituições trabalham juntas para construir uma infraestrutura que conecte esses equipamentos. “O mundo está cada vez mais inteligente, os dispositivos estão cada vez mais inteligentes, e não sabemos até onde eles nos levarão”, disse.

Em seguida, foi a vez de Thiago Silva, da Hitss, empresa do grupo América Móvil, que apresentou conceitos sobre Mobile Device Management. Thiago descreveu onde estamos agora no que diz respeito à mobilidade, qual foi o trajeto para chegarmos até aqui e como as empresas atuam – ou deveriam atuar – neste mercado. Também explicou quais são as perspectivas para os próximos três anos, quais tecnologias terão mais impacto e os desafios da gestão de conteúdo e dos aplicativos. Por fim, tirou algumas dúvidas dos mobilianos, que os ajudaram a desenvolver seus próprios projetos.

Encerrando o dia, Lucas Bonato, diretor de marketing de Serviços de Valor Agregado da Claro, conversou com os estudantes sobre a velocidade de transformação no mundo tecnológico. Apontou que, em um meio que está em constante evolução, no qual o novo logo torna-se obsoleto, é essencial para as empresas serem ágeis, inovadoras e criativas. Para completar, deu exemplos de produtos e serviços oferecidos pela Claro.

Concluiu sua palestra dando algumas dicas sobre como administrar um negócio de tecnologia. Em primeiro lugar, é importante fazer um planejamento, saber para onde se está caminhando. Em segundo lugar, é necessário reconhecer os usuários como motor dessas mudanças, pois eles estão cada vez mais exigentes. Por fim, destacou como erros são fundamentais para o processo: “não é possível trabalhar com inovação se não aprendemos com nossos erros”.

Já na quarta-feira, os jovens tiveram a oportunidade de conhecer a sede brasileira da Qualcomm e conversar com alguns dos executivos. Fiore Mangone, diretor de Desenvolvimento de Negócios, contou a história da companhia, fundada em 1985, em São Diego, na Califórnia, e seu papel central nas mudanças da telecomunicação.

A empresa participou ativamente do desenvolvimento de tecnologias como o CDMA, antigo canal utilizado nos telefones celulares, o 3G e o 4G. Além disso, também fabrica a linha Snapdragon de processadores e chips, utilizados nesses aparelhos até hoje. Quase todo mundo usa um produto da marca, mesmo sem saber.

Fiore terminou sua fala com um comentário inspirador. Enfatizou que, apesar de já haver muita inovação, sempre há espaço para mais, pois “o futuro oferece uma vastidão de oportunidades, transformando tudo e todos”. Depois, foi a vez de Dan Faccio, diretor da Qualcomm Venture, falar sobre o braço da empresa responsável por identificar iniciativas e oferecer apoio financeiro a elas.

Esse é o mercado de Venture Capital, que pode ser entendido como o investimento de capital de risco, isto é, financia-se um projeto sem que haja certeza do seu sucesso. Muitos negócios começaram assim, como o Facebook e o aplicativo 99 Taxis. Os mobilianos, que estão começando sua carreira no empreendedorismo, puderam entender como funciona o outro lado do mercado.

Alguns dos ensinamentos mais importantes de Dan foi de que neste ramo a ideia e o conceito não são o mais importante, mas sim as decisões que se toma a partir delas. Para isso, é essencial formar uma equipe competente e que saiba gerir o projeto. Explicou também que empreender é uma atividade arriscada, que implica a criação de algo inédito e, portanto, está sujeita ao erro. O importante é aprender com eles e seguir em frente.

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