O estudo do relevo, clima, vegetação e bacias demográficas do Brasil pode ficar mais atraente com o uso do Atlas Nacional Digital do Brasil 2016. A iniciativa é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e incorpora, em ambiente interativo, as informações contidas no Atlas Nacional do Brasil Milton Santos (2010). Ainda com o acréscimo de 170 mapas, há informações demográficas, econômicas e sociais atualizadas e um caderno temático sobre a população indígena no Brasil.
 
A vantagem é a de oferecer aos professores, alunos e demais pesquisadores o estudo em um ambiente personalizado. Por meio de um computador ou dispositivo móvel conectado à internet, é possível navegar por mapas interativos, alterar a escala de visualização, exportar tabelas e gráficos, sobrepor temas diversos e gerar imagens. As páginas do Atlas também podem ser baixadas e salvas. 
 
“O professor de geografia pode partir da divisão mais elementar do território brasileiro ou do município onde está localizada a escola e ir acrescentando temas diversos. Por exemplo, ele começa apenas com o mapa do contorno do Brasil e vai acrescentando o limite dos Estados ou o traçado dos grandes rios. Posteriormente, ele pode acrescentar outros mapas temáticos, como o da vegetação ou a distribuição da população no território nacional”, sugere a geógrafa do IBGE e gerente responsável pelo Atlas, Adma Figueiredo.
 
Segundo a especialista, o apelo visual e a interatividade do Atlas facilitam o ensino da geografia. “Estamos em um momento histórico marcado pela imagem. Os alunos vão absorver de forma mais rápida os diversos elementos geográficos que os rodeiam, desde aqueles que os afetam diariamente, como o clima e o relevo, até aqueles elementos que fazem parte do mundo social, como as desigualdades”, justifica. 
 
Visibilidade indígena 
O Atlas Nacional Digital do Brasil 2016 é estruturado em torno de quatro grandes questões: o Brasil no mundo; território e meio ambiente; sociedade e economia; e redes geográficas.
 
“Essas questões foram inspiradas em grandes categorias estudadas pelo geógrafo Milton Santos (1926-2001). Elas são sintetizadoras do mundo atual, isto é, elas são capazes de abrigar um conjunto de temas relevantes para se entender a complexa geografia do mundo e do Brasil na contemporaneidade”, pontua a geógrafa. 
 
A publicação online conta ainda com um caderno temático sobre a população indígena, destacando as características demográficas e socioeconômicas reveladas pelo Censo Demográfico 2010. “Pode-se fazer a ligação das línguas faladas com sua localização na Região Norte ou Nordeste, por exemplo, ou mesmo com os municípios”, ensina Adma.
 
Para o vice-presidente substituto da Fundação Nacional do Índio (Funai), Artur Nobre Mendes, o atlas ajuda a socializar dados que trazem visibilidade e combatem preconceitos relacionados à população indígena. “Um dado bastante relevante é a identificação dos estados e municípios com maior número de população indígena, assim como a revelação de que todos os estados do Brasil possuem povos indígenas, o que, muitas vezes, não é de conhecimento da sociedade em geral”, assinala Medes. 
 
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