Realidade aumentada, simuladores, vídeo aulas, bibliotecas virtuais e games educativos já são parte da realidade da sala de aula de diversas escolas no país. Mas é nos cursos de Ensino Superior ou de Ensino Profissionalizante que a tecnologia expande suas possibilidades, permitindo que os alunos vivenciem a experiência técnica nos cursos, antes mesmo de enfrentarem a prática no dia-a-dia profissional.
Divulgada no início do ano, a pesquisa NMC Horizon Report 2014, uma das maiores do mundo sobre o uso de TIC na educação apontou as principais tendências tecnológicas para o Ensino Superior, que incluíam os MOOCs (cursos online abertos), o uso de tablets e impressoras 3D, os recursos de análise de dados para melhorias do aprendizado e o uso de games para promover o engajamento dos alunos.
Na Montclair University School of Businnes, nos Estados Unidos, os estudantes simulam, por meio de jogos, situações em que são diretores de uma empresa tendo que lidar com competidores do mercado global. Assim, têm que desenvolver estratégias gerenciais e desenvolver o raciocínio dentro do mundo dos negócios.
Para Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação da PUC-SP, os jogos estimulam a capacidade de os alunos resolverem problemas inesperados e estimulam o trabalho em equipe.
Já a Vanderbilt University, no Tennessee, Estados Unidos, criou uma espécie de rede social em que alunos de diferentes cursos podem aceitar desafios em áreas totalmente diferentes da sua. Um aluno de Design, por exemplo, pode ajudar um biólogo a desenvolver um projeto visual; ou um estudante de Engenharia, auxiliar em um projeto acústico os alunos da Música. A ideia é que os alunos se ajudem na resposta de perguntas complexas e aceitem novos desafios.
Já nos cursos do SENAI por todo o país, a tecnologia auxilia os alunos colocando-os ainda mais próximos da vivência profissional. As cavernas digitais 3D, por exemplo, são espaços com projetores gráficos nos quais os alunos podem ficar imersos em um ambiente virtual simulado, como uma plataforma de petróleo, realizando operações complexas.
Assim, eles minimizam riscos ao manusear equipamentos que ainda não conhecem e chegam com mais prática às situações reais. O mesmo princípio se aplica aos diversos simuladores, tais como o de empilhadeiras e o de soldas subaquáticas, que permitem a operação dos equipamentos de um modo muito próximo ao do cotidiano profissional.
Para Beth Almeida, as tecnologias no Ensino Superior devem estar integradas ao cotidiano dos alunos, mas não devem ser vistas apenas como uma experiência divertida para eles. “A tecnologia é muito mais disseminada entre os alunos do Ensino Superior do que no Ensino Básico, mas ainda assim não dispensa a presença de um professor que compreenda em quais situações ela efetivamente ajuda no aprendizado”, complementa.
Todas essas ferramentas poderão ser observadas de perto na Exposição de Tecnologia Educacionais do Senai – O Futuro”, que acontece até o dia 24 de agosto no Centro de Convenções e Exposições Albano Franco, em Campo Grande (MS), das 14 às 22 horas, durante a Feira do Empreendedor. No evento, os visitantes poderão conhecer melhor essas tecnologias que já estão mudando o futuro da educação profissional no Brasil.