O Aquário Marinho do Rio de Janeiro – mais conhecido como AquaRio – foi reinaugurado no final de 2016 com o título de maior aquário da América do Sul. Sua estrutura conta com 26 mil m² de área construída, 4,5 milhões de litros de água salgada e 28 recintos. As visitas escolares do AquaRio foram pensadas visando aprofundar conteúdos da biologia marinha e estimular a educação ambiental.
“O AquaRio tem a capacidade de reproduzir ecossistemas marinhos para que os visitantes, em um ambiente lúdico, possam se encantar, conhecer, desmitificar, respeitar e querer preservar seus seres. É somente a partir do conhecimento que pode acontecer a sensibilização”, defende a bióloga e educadora da equipe do AquaRio, Catarina Paes Bijalba.
Para transmitir conhecimentos, a equipe pedagógica utiliza diversos equipamentos tecnológicos. Os visitantes entram em contato com painéis interativos de touch screen, chamados de videowall, com informações sobre o ambiente marinho. Na chamada “estação do plâncton”, um microscópio permite que alunos visualizem a base da cadeia alimentar marinha e debatam sobre a importância desses organismos para o planeta. Por fim, há ainda dois espaços de interação chamados de Grutas Virtuais.
“A primeira contém um sistema de realidade aumentada, onde podemos escolher um animal e conhecer seus órgãos e esqueleto em uma televisão local. A segunda é a Gruta dos Tubarões, dedicada à desmistificação desse animal como um ser perigoso para os humanos”, completa a bióloga.
Mediação dinâmica
Os visitantes recebem uma introdução e um fechamento sobre o aquário e seus animais, respectivamente, ao início e ao final da visitação. Porém, para complementar os temas que surgem ao longo do percurso e esclarecer dúvidas, alunos e professores podem contar com a ajuda da equipe de educação, que se distribui pelos espaços.
“Não contamos com a opção de visita guiada pela equipe de educação, ou seja, de guias que acompanham o grupo dando explanações de uma forma engessada sobre cada recinto. Diferente disso, o grupo está livre para consultar o técnico de educação quando quiser, tendo a oportunidade de avançar os conteúdos conforme seu interesse”, diferencia Catarina.
Os técnicos de educação são encontrados em áreas onde existe algum conteúdo expositivo – como é o caso da Estação do Plâncton e das Grutas Virtuais – e também próximos aos aquários abordando conteúdos sobre temas como animais marinhos perigosos, estratégias biológicas e corais do Brasil.
Além de explorar as telas de conteúdo interativo e trocar experiências com a equipe de educação, os alunos podem se sentir parte de um cardume ao passar por dentro do Grande Tanque Oceânico: localizado a sete metros de profundidade, o espaço é a grande estrela do AquaRio. “Lá, o visitante pode visualizar os animais de ângulos bem diferentes, como se estivesse mergulhando sem se molhar. Nossa maior atração, contudo, ainda é a curiosidade dos alunos”, decreta Catarina Paes Bijalba.
O Aquário oferece visitações gratuitas para alunos da rede pública estadual e municipal, mediante agendamento. Saiba mais aqui.
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