Desde 2010, a comunidade de Ilha Grande conta com o Ponto Comunidade localizado na Vila do Abraão, capital de Ilha Grande. A parceria com o Instituto Embratel Claro possibilitou a implantação de um Laboratório de Informática na sede da Brigada Mirim Ecológica de Ilha Grande local para os 45 jovens brigadistas. A iniciativa foi pioneira na comunidade, que até então só tinha contato com o Continente por meio de telefone fixo. Com a chegada da internet, o isolamento digital reduziu muito. Um novo tempo começou.
O laboratório tem seis máquinas, permitindo o uso de seis pessoas simultaneamente. Lá, os jovens brigadistas podem fazer pesquisas escolares que os auxiliam nos estudos, assim como cursos à distância que a Brigada Mirim oferece – Empreendedorismo, Meio-Ambiente, Línguas, etc.
Ponto Comunidade:
Em caráter socioeducativo, o projeto promove o acesso aos mais modernos meios de comunicação, levando a cultura digital como uma das formas de inclusão social, beneficiando mais de 130.000 pessoas.
Mas você sabe por que o Instituto Claro escolheu a Brigada Mirim?
A Brigada Mirim de Ilha Grande existe há quase 30 anos. Com uma média de 15 funcionários, a ONG tem um histórico de trabalho bem feito que atrai anualmente cada vez mais jovens. Nesse tempo todo, 700 jovens já passaram pelo projeto. Referência local como suporte educativo, social e ambiental ao jovem, o projeto funciona no contra turno da escola. Atualmente, 45 jovens integram a Brigada.
Para participar, o jovem precisa ter entre 14 e 17 anos, ser bom aluno – ou seja, não ter sido reprovado e manter a média escolar. Se atender a esse requisito e for selecionado, passa a frequentar o local três horas por dia. Na Brigada Mirim disciplina é fundamental. Todo brigadista ganha uma bolsa auxílio que o ajuda no seu sustento e de sua família. A ONG é mantida por sócios mantenedores com doações mensais, empresas e etc. Lá eles aprendem e ensinam muito. Saiba como:
Turismo – quando o visitante chega na Ilha, os jovens brigadistas distribuem sacos de lixo reciclados, assim como panfletos com informações ambientais a fim de auxiliar na conscientização, considerando que, em muitos casos, o turismo é predatório. Além de conscientizar o visitante, o jovem consequentemente é conscientizado também.
Maricultura – a Brigada Mirim conta com três fazendas marinhas de vieiras em algumas enseadas – Abraão Pequeno, Saco do Céu e Araçatiba. Todas são fazendas-escola voltadas para a educação ambiental. Ali, os jovens aprendem técnicas e procedimentos de maricultura que podem ser utilizadas caso optem por continuarem suas vidas na Ilha e precisem desses conhecimentos para seu sustento econômico.
“Aqui, o jovem recebe treinamento regional, se torna responsável, disciplinado, respeitoso. Ter sido um brigadista é um referência no currículo, é um atestado de qualidade regional, um privilégio”, diz Pedro Paulo Vieira, Diretor Administrativo da Brigada Mirim.