Existem quatro competências essenciais para que “crianças e jovens criem senso de responsabilidade pelo mundo e assumam um papel protagonista na educação”, segundo o Instituto Alana. São eles: trabalho em equipe, criatividade, protagonismo social e empatia.
O último se caracteriza pela “capacidade de ouvir e acolher as ideias dos outros, assim como articular suas próprias”. Ou seja, sair do “eu” para adentrar uma visão mais profunda de mundo, a partir do reconhecimento de novos olhares, e ativamente conectar-se com os sentimentos e as perspectivas dos outros.
E essa competência é extremamente importante quando o assunto é Educação. O Escolas Transformadoras, programa correalizado entre Instituto Alana e Ashoka, é uma comunidadeglobal que identifica, conecta e apoia escolas com práticas inovadoras, e transmitiu em seu site um debate sobre o tema, colocando em pauta como a empatia é essencial tanto no ambiente escolar, quanto na formação dos alunos. Participaram da conversa diversos educadores e especialistas no assunto, além dos líderes de escolas parceiras do programa. O evento foi transmitido ao vivo para cerca de 1160 de 229 cidades e 16 países.
No debate, Auro Lescher, psiquiatra e coordenador do Projeto Quixote afirmou que a “empatia é um processo natural, é a capacidade e a possibilidade mais sofisticada do humano”. Para Rosely Sayão, psicóloga e colunista da Folha de São Paulo, é preciso começar a inverter alguns papeis para que exista uma maior compreensão sobre o outro.
“Vamos colocar, um dia, os alunos no lugar dos professores e os professores no lugar dos alunos. Vamos colocar os professores no lugar de diretores e vice-versa. Essa é uma maneira de começar a entender o que significa estar no lugar do outro”, explica.
Para Stela Barbieri, artista plástica: “Tem uma faísca que é inata. A empatia talvez seja como a experiência do outro é em mim. Essa experiência entre nós, da relação, precisa mudar o meu conhecimento sobre determinado assunto”.
O Escolas Transformadoras divulga diversas escolas pelo Brasil e pelo mundo que usam dessa e outras técnicas para melhorar seu sistema de ensino. Uma delas é a Escola Vila, em Fortaleza, que promove o contato dos alunos com animais para que eles aprendam a respeitar e valorizar diferentes formas de vida. Outro exemplo é o Colégio Viver, de Cotia – SP, que trabalha com a inclusão social, exercitando o acolhimento e o reconhecimento às diferenças e crescimento de cada um.
Para conhecer mais escolas que abraçaram o conceito de empatia na Educação, confira a lista no site do Escolas Transformadoras. Abaixo, confira todos os discursos dos profissionais que compareceram no evento para conhecer melhor o conceito:
https://youtu.be/YPmtPr0pGUg