Conteúdos

● Constelações
● Fatores que interferem na observação das estrelas
● Constelações típicas de cada hemisfério
● Constelações e estações do ano

Objetivos

● aprender qual é a definição moderna de constelação
● compreender quais são os principais fatores que interferem na observação das estrelas
● aprender a identificar algumas constelações visíveis no Hemisfério Sul
● compreender a relação entre as estações do ano e as constelações

Palavras-Chave:

Constelações. Observação a olho nu. Hemisférios. Estações do ano.

Sugestão de aplicação para o ensino remoto:

Tais sugestões estão organizadas em tópicos, com uma breve explicação de cada recurso.

Jitsi Meet: é um sistema de código aberto e gratuito, com o objetivo de permitir a criação e implementação de soluções seguras para videoconferências via internet, com áudio, discagem, gravação e transmissão simultânea. Possui capacidade para até 200 pessoas, não há necessidade de criar uma conta — você poderá acessar através do seu navegador ou fazer o download do aplicativo, disponível para Android e iOS.

Trabalhando com essa ferramenta, é possível:
– compartilhar sua área de trabalho, apresentações e arquivos
– convidar usuários para uma videoconferência por meio de um URL simples e personalizado
– editar documentos simultaneamente usando Etherpad (editor de texto on-line de código aberto)
– trocar mensagens através do bate-papo integrado
– visualizar automaticamente o orador ativo ou escolher manualmente o participante que deseja ver na tela
– reproduzir um vídeo do YouTube para todos os participantes

● Gravação de videoaula usando o Power Point: o PPT, já tão utilizado por nós, professores, para preparamos nossas aulas, também permite a gravação de uma narração para os slides, que tanto nos auxiliam na explanação dos conteúdos. É possível habilitar a função de vídeo enquanto grava — assim, os alunos verão o professor em uma janelinha no canto direito da apresentação. Essa ferramenta é bem simples e eficaz. Veja um guia.

● Envio de Podcast aos alunos: Podcast nada mais é do que um áudio gravado (tipo esses do WhatsApp). Podem ser utilizados para narrar uma história, para correção de atividades, revisar ou aprofundar os conteúdos. Para tanto, sugiro o app Anchor, que pode ser baixado em seu celular, muito fácil e simples de utilizar.

● Plataforma Google Classroom: o Classroom permite que você crie uma sala de aula virtual. Esta ação irá gerar um código que será compartilhado com os alunos, para que acessem a sala. Nesse ambiente virtual, o/a professor/a poderá criar postagens de avisos, textos, slides do PPT, conteúdos, links de vídeos, roteiros de estudos, atividades etc. É uma forma bem simples e eficaz de manter a comunicação com os alunos e postar as aulas gravadas, usando os recursos anteriormente mencionados. Confira outros recursos oferecidos pela Google, como a construção de formulários (Google Forms) para serem realizados pelos alunos.

Sugiro aulas com até 30 minutos de duração. Além disso, nem toda aula precisa gerar uma atividade avaliativa para não sobrecarregar os alunos. As aulas virtuais também podem ser úteis para correção de exercícios e plantões de dúvidas.

Previsão para aplicação:

4 aulas (30 min./aula)

1ª Etapa: Início de conversa

Sugiro, para essa etapa, que seja realizada uma aula on-line através da plataforma Jitsi Meet, onde o/a professor/a poderá começar fazendo as seguintes perguntas para os/as estudantes:

1) Quem sabe o que é uma constelação?
2) Quantas constelações existem?
3) Diferentes povos/culturas enxergam as mesmas constelações no céu?
4) Quais são os fatores que favorecem ou prejudicam a observação das estrelas?
5) Qual é a relação que podemos fazer entre constelações e estações do ano?

A partir dessas perguntas, o/a professor/a poderá identificar qual é o nível de conhecimento da classe sobre o assunto e iniciar uma discussão mais aprofundada sobre o tema. Estimule a participação da turma através do chat ou do áudio, habilitando o microfone de cada estudante na plataforma. Em seguida, assistam ao vídeo “O que são constelações? Como são?” (acesso em: 21 de setembro de 2020). Para isso, basta usar o recurso de compartilhamento de tela do seu computador, disponibilizado na plataforma utilizada.

Para aumentar o interesse da classe, o/a professor/a poderá indicar algumas séries que tratam da Astronomia em geral, tais como:
I) Cosmos – Série escrita e apresentada pelo importante astrônomo e grande divulgador da Ciência Carl Sagan;
II) ABC da Astronomia – Série produzida pela TV Escola, apresentada pelo professor e astrônomo Walmir Cardoso.
Alguns dos episódios de ambas as séries, I e II, estão disponíveis no YouTube.

2ª Etapa: O que são constelações?

Constelações
Constelações – Brasil Escola (crédito: reprodução)

Para essa etapa – e para a seguinte (etapa 3) – ao invés de disponibilizar o texto abaixo para a turma, ou apresentá-lo na forma de slides, sugiro o envio de um Podcast gravado por você, professor/a (veja qual recurso usar e como fazer no início deste plano). Você poderá narrar o texto abaixo, inserir músicas ao fundo ou até mesmo pedir para alguém de casa gravar pequenos trechos com você, mudando o tom da voz. Assim o Podcast ficará ainda mais interessante. Compartilhe com a turma através da plataforma Google Classroom.

Na antiguidade, enquanto nossa espécie não havia aprendido a construir casas/moradias e, provavelmente, utilizava como abrigo as cavernas, ela podia ter como “teto”, durante uma noite sem chuva, o céu estrelado. Não seria nada incomum, portanto, que os nossos ancestrais tivessem o hábito de olhar para as estrelas, de contemplar a exuberância de um céu limpo, sem poeira ou fumaça.
Não é difícil de imaginar quão bonito deveria ser o “teto” natural de nossos ancestrais, basta compararmos o céu de uma grande metrópole com o céu de uma cidadezinha do interior. A diferença é evidente: no céu da cidadezinha, podemos enxergar muito mais estrelas.

A origem das constelações está justamente no fato de que, um dia, a nossa espécie teve o hábito de observar o céu noturno, e a partir das estrelas que enxergavam, como pontinhos brilhantes longínquos, começaram a imaginar linhas que as unissem, criando, assim, figuras de animais, objetos, pessoas e entidades mitológicas.

Portanto, os povos antigos criaram figuras no céu a partir de linhas imaginárias que ligam as estrelas e lhes atribuíram nomes específicos, que podemos chamar atualmente de constelações. Naturalmente, tais figuras são reflexos de suas próprias culturas, hábitos e crenças. Isso significa que povos distintos possuem constelações distintas. As constelações dos gregos antigos não são as mesmas dos chineses. Onde um povo enxerga um objeto, outro povo pode enxergar um animal.
Para facilitar a memorização das figuras que os povos antigos imaginavam no céu, eles criavam histórias e mitologias, tornando, assim, a observação do céu noturno ainda mais divertida e interessante.
Ao longo de muitos anos, com a contribuição de diversas culturas e povos, fomos herdando dezenas de figuras no céu até chegarmos ao número de 88 constelações.

Contudo, para os astrônomos profissionais, uma constelação também é uma figura imaginária no céu criada a partir de algumas estrelas, mas não é apenas isso.
Com o tempo, percebeu-se a necessidade de se identificar a localização de estrelas que não faziam parte de nenhuma figura específica. Dessa forma, o nosso céu passou a ser dividido em 88 regiões, onde mesmo as estrelas que não fazem parte da figura que representa uma determinada constelação, mas que se encontram na mesma região, pertencem a tal constelação. Essa decisão foi tomada em 1930, pela União Astronômica Internacional (UAI).

3ª Etapa: Fatores que interferem na observação das estrelas

Observatório ALMA no Chile
Observatório ALMA, um dos maiores do Chile, próximo a São Pedro do Atacama – Panrotas (crédito: reprodução)

Quando erguemos os nossos olhos para o céu para contemplar os astros, a quantidade de estrelas que somos capazes de enxergar com a vista desarmada, ou seja, sem o auxílio de nenhum equipamento (telescópio, luneta, binóculo), depende de alguns fatores, tais como: poluição luminosa, poluição atmosférica, presença de nuvens, umidade relativa do ar, dentre outros.

Tratando-se do fator “poluição luminosa”, não é difícil percebermos que o céu nos parece bem menos estrelado quando estamos em um local claro, com bastante iluminação artificial, devido a carros, postes, casas etc. É justamente por esse motivo que, quando estamos em um local mais afastado dos grandes centros, numa fazenda ou sítio, somos capazes de observar muito mais estrelas no céu. Quando estamos num ambiente claro, a sensibilidade dos nossos olhos é afetada, o que interfere na observação astronômica a olho nu.

Para o fator “poluição atmosférica” as causas são: as partículas dos mais diversos tipos de gases que são expelidos para a atmosfera devido a intensa atividade industrial nos grandes centros, bem como a fumaça devido às queimadas e indústrias, tornam a nossa atmosfera mais opaca, menos transparente para a passagem da luz. Já o fato de a “presença de nuvens” no céu dificultar a observação astronômica a olho nu é praticamente autoexplicativo: as nuvens impossibilitam a nossa visualização dos astros que estão na mesma direção.

Em se tratando da umidade relativa do ar, esse é um dos principais motivos pelos quais temos grandes e importantes telescópios construídos em desertos, tais como os telescópios no deserto do Atacama, no Chile. Esse deserto é o mais seco do nosso planeta. A baixíssima umidade relativa do ar do deserto do Atacama, bem como o fato dele estar a mais de 5.000 metros de altitude, torna-o um local bastante propício para as pesquisas em Astronomia.

4ª Etapa: Constelações típicas de cada hemisfério

constelação do Cruzeiro do Sul.
No centro da imagem, podemos ver a constelação do Cruzeiro do Sul – Zenite (crédito: reprodução)

Algumas estimativas apontam que, em condições ideais, ou seja, sem nenhum fator complicador para a observação astronômica a olho nu, existem aproximadamente 9.000 estrelas que podemos enxergar a olho nu. Mas mesmo que vivêssemos em um planeta ideal para tal tipo de observação, não seríamos capazes de enxergar todas elas, pois não podemos enxergar todo o céu de uma única vez.

Isso significa que, dependendo do hemisfério em que uma pessoa estiver, ela verá um determinado grupo de estrelas, e, portanto, um determinado grupo de constelações. Existem constelações que são visíveis apenas para um hemisfério, nunca aparecendo para um observador que esteja no hemisfério oposto.

Por exemplo, a constelação do Cruzeiro do Sul só é visível para um observador que se encontra no Hemisfério Sul. Já a constelação da Ursa Menor só é visível para um observador que se encontra no Hemisfério Norte.

5ª Etapa: Constelações e estações do ano

Algo muito interessante é o fato de que, dependendo da estação do ano na qual nos encontramos, podemos ver um ou outro grupo de estrelas. Dessa forma, é possível relacionar algumas constelações às estações do ano.

As estações do ano são invertidas nos hemisférios, ou seja:

● quando o Hemisfério Sul está no verão, o Hemisfério Norte está no inverno
● quando o Hemisfério Sul está no outono, o Hemisfério Norte está na primavera
● quando o Hemisfério Sul está no inverno, o Hemisfério Norte está no verão
● quando o Hemisfério Sul está na primavera, o Hemisfério Norte está no outono

Os povos antigos já tinham percebido a possibilidade de se criar uma relação entre as constelações visíveis no céu e as estações do ano, o que lhes permitiram prever alguns fenômenos da natureza, tais como épocas de chuva e de seca, épocas para plantação e para colheita, o que promoveu o desenvolvimento da agricultura dos nossos ancestrais.
Para cada estação do ano, existe uma constelação que podemos identificar “facilmente” no céu noturno:

Órion – A constelação do caçador
Simboliza o verão para o Hemisfério Sul e o inverno para o Hemisfério Norte.

constelação de Órion
constelação de Órion – Astronoo (crédito: reprodução)

Leão
Simboliza o outono para o Hemisfério Sul e a primavera para o Hemisfério Norte

Constelação de Leão
Constelação de Leão – Astropt (crédito: reprodução)

Escorpião
Simboliza o inverno para o Hemisfério Sul e o verão para o Hemisfério Norte

Constelação de escorpião
Constelação de escorpião – Explicatorium (crédito: reprodução)

Pégaso
Simboliza a primavera para o Hemisfério Sul e outono para o Hemisfério Norte

Constelação de Pégaso
Constelação de Pégaso – Aminoapps (crédito: reprodução)

Para as etapas 4 e 5, sugiro uma nova aula on-line, fazendo uso da mesma plataforma, para que além da apresentação dos temas abordados, você, professor/a, possa observar o céu junto com a turma. Isso é possível através do planetário gratuito virtual Stellarium (acesso em: 21 de setembro de 2020) e do compartilhamento de tela do seu computador. Tenho certeza de que tal atividade enriquecerá imensamente a aula, além de ser muito divertida.

Como atividade final, solicite que os/as alunos/as formem pequenos grupos, escolham uma constelação (faça uma lista para que não se repitam) e gravem um Podcast ou vídeo sobre ela: suas características, mitos e curiosidades. O material produzido pelos grupos poderá ser compartilhado por meio do Google Classroom.

Plano de aula elaborado pelo Professor Elves Silva Moreira
Adaptação para o ensino remoto elaborada pela Prof.ª Dr.ª Nathalie Lousan

Materiais Relacionados

● Para acessar conteúdos sobre Constelações

Astro.if
Acesso em: 19 de setembro de 2020

Brasil Escola
Acesso em: 19 de setembro de 2020

Mundo Educação
Acesso em: 19 de setembro de 2020

Observatório UFMG
Acesso em: 19 de setembro de 2020

Planetário UFSC
Acesso em: 19 de setembro de 2020

● Para vídeos sobre Constelações

ABC da Astronomia – Constelações
Acesso em: 19 de setembro de 2020

Astrolab – O que são as constelações?
Acesso em: 19 de setembro de 2020

Astro Tubers – O que são Constelações?

Acesso em: 19 de setembro de 2020

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