Conteúdos

Arte africana

Objetivos

Conhecer e estudar práticas de dança e percussão africanas; 
Refletir sobre a relação entre homem e natureza em diferentes organizações sociais;
Discutir sentimentos como o medo;
Conhecer histórias e tradições africanas.

 

 

1ª Etapa: Exibição do Filme

O professor pode exibir o filme sem nenhuma introdução, apenas cuidando para que o clima seja de silêncio e concentração. A linguagem e o conteúdo são bastante acessíveis a crianças de todas as idades. 

2ª Etapa: Debate após o filme

Após a exibição da obra, o professor deve conversar com os alunos sobre a experiência, resgatando suas impressões e questionamentos. Poderá também, fazer perguntas sobre o enredo, para que este seja retomado entre todos, evocando cenas, diálogos e outros elementos, como a música, a estética da animação, etc. 

 

Nesta conversa, pode localizar geograficamente a história com os alunos, abordando a forma de vida desta pequena aldeia africana. Como está organizada a aldeia? Qual a função dos que ali vivem? O que necessitam para sua vida cotidiana, e quais são os seus problemas? Em que época poderia se passar a história? Como a natureza aparece no filme, e como as pessoas se relacionam com ela?

 

 

Por outro lado, há muitos aspectos filosóficos, e ensinamentos propostos pelo filme, como a natureza do mal – o que faz algo ou alguém ser “mau”? – assim como a simplicidade da sabedoria: a feiticeira não deixa que as pessoas cheguem ao sábio da montanha porque ele diz as coisas assim como elas são, e dessa forma a feiticeira perderia a capacidade de amedrontar a aldeia. O professor pode conversar com os alunos sobre essas ideias, perguntando sobre seus próprios medos e as possíveis formas de resolvê-los. Quais eram as armas de Kiriku? Como ele conseguiu “vencer” a bruxa apesar de ser menos forte e menos poderoso? Qual foi a sua forma de “derrotar” a bruxa?  A Karabá era má, ou a maldade era apenas um dos aspectos dela, uma circunstância?

 

3ª Etapa: Atividades

Arte: Vida, música e dança

 

Em muitos momentos do filme vemos que a dança e a música fazem parte da vida dos personagens, em momentos de reunião, celebração, tristeza, entre outros. Neste tipo de comunidade mostrada em Kiriku, a arte não é algo “espetacular”, feito por alguns especialistas para mostrar a outros, e sim popular – feito entre todos e para todos.

 

Sugerimos que o professor de Arte analise este aspecto do filme com seus alunos, assistindo as cenas, mostrando exemplos de dança e percussão africana e elaborando uma pequena atividade artística com o grupo. 

 

Em primeiro lugar, irá reapresentar duas cenas em que a música está presente: A primeira, quando acreditam que Kiriku morreu [28’ a 31’], e a outra quando os homens voltam à aldeia tocando seus tambores [1:09’ – 1:11’]. Após rever essas cenas, deve refletir com o grupo: em que contextos a música e a dança surgem? Que instrumentos são usados? Do que trata a letra cantada? Quem participa?

 

Depois, o professor contará um pouco sobre algumas tradições artísticas africanas, principalmente da percussão e da dança, dois elementos que a cultura brasileira incorporou através dos africanos que aqui chegaram. Mostrará, por fotos e vídeos, os instrumentos mais comuns e alguns contextos de execução. [Ver materiais em Para organizar seu trabalho e saber mais, links 5 e 6 ]

 

Dentro das possibilidades da escola, o professor poderá levar ou construir alguns instrumentos percussivos para experimentá-los com os alunos, buscando diferentes padrões rítmicos e possíveis arranjos entre os instrumentos. Já com a voz, podem criar alguma letra sobre eles mesmos – falando da turma, dos nomes, do que eles gostam de fazer, etc. Em roda, cada aluno pode criar um verso e depois todos os colegas a repetem, acompanhando-o com a percussão.

 

Geografia/ Estudos Sociais: Vida e natureza

 

Grande parte dos conflitos vividos por Kiriku e sua comunidade estão relacionados à natureza: o rio que está seco, os animais que ora o atacam, ora o protegem, o fogo que não pode ser apagado pela falta de água. Esse é um modo de vida em que há pouca mediação entre o homem e os recursos naturais que necessita – a água é buscada diretamente do rio, todos participam da obtenção e preparação dos alimentos, na confecção de vestimentas, utensílios, etc. Uma forma de vida que ainda existe, em muitos lugares do Brasil, da África e do mundo, e que convive com sociedades mais complexas em que as funções são altamente especializadas, como nas grandes cidades, e a relação com os recursos naturais extremamente mediada.

 

O professor poderá comparar diferentes modos de vida a partir da relação entre o homem e a natureza nas diversas sociedades. Para começar, pode-se questionar os alunos sobre a organização social e econômica que eles observam em Kiriku: como eles vivem? Como a sociedade está dividida? Há pessoas mais pobres e mais ricas? Como eles se divertem? Como comem, buscam água, resolvem os problemas? O dinheiro parece estar presente?; 

 

Em seguida, sobre sua própria sociedade: como conseguimos nosso alimento? Quem o produz e o prepara? E a água, de onde vêm? Por onde passa até chegar em nossas casas? Como a sociedade está dividida, há pessoas mais ricas e mais pobres? Quem resolve os problemas coletivos?

 

Após essa comparação, que pode ser esquematizada em um quadro na lousa, o professor irá conversar sobre os diferentes graus de proximidade com os recursos naturais que existem nas diferentes sociedades do mundo, refletindo sobre as vantagens e desvantagens de cada uma, e a possibilidade de que convivam. Pode abordar a questão da segurança, do cuidado dos recursos naturais, a produção de lixo, o lazer, a desigualdade social.  

 

Para finalizar a atividade, cada aluno deverá fazer um desenho sobre a sua relação cotidiana com a natureza: Como eles sentem que se relacionam com a natureza em termos de recursos naturais, lazer, espiritualidade, etc? Após a elaboração do desenho, cada aluno contará aos colegas o que desenhou e por quê.

 

Outra possibilidade será uma produção textual em que imaginem Kiriku chegando à cidade em que vivem: quais suas impressões, percepções e medos. Ou o contrário: pedir para que os alunos descrevam uma visita imaginária à aldeia de Kiriku

 

Materiais Relacionados

1.     Assista ao filme integralmente;  
 
2.     O Portal NET Educação traz um artigo sobre as animações francesas;  
 
3.     Saiba mais sobre Michel Ocelot, o diretor do filme; 
 
4.     Leia um artigo sobre Kiriku e a feiticeira: 
 
 
6.     Assista a vídeos de diferentes ritmos de percussão africana 
 
7.     Veja ideias de como fazer instrumentos musicais:
 
8.     Leia textos sobre a relação do homem com o meio ambiente em diferentes sociedades:
 
 
Sinopse:
 
Kiriku é um bebê recém-nascido, que já fala, corre e tem ideias. Assim que sai da barriga de sua mãe, encontra a realidade de sua aldeia, que sofre pela falta de água e pela submissão à bruxa Karaba, que recolhe todo o ouro das mulheres e leva os homens. Kiriku, portanto, irá iniciar uma aventura para livrar sua aldeia dessa situação, encontrando-se com magia, natureza e sabedoria.
 
Ficha técnica:  
 
Título: Kiriku e a Feiticeira
Duração: 75 min.
Direção: Michel Ocelot
Roteiro: Michel Ocelot
Elenco: Doudou Gueye Thiaw (Kiriku) Maimouna N’Diaye (mãe) Awa Sene Sarr (Karaba) Robert Liensol (o sábio da montanha) William Nadylam (Kiriku jovem) Thilombo Lubambu (tio)
Classificação: Livre  Ano/Pais de Produção:  1998/ França e Bélgica  
Produção: Didier Brunner  
Música: Youssou N’Dour

Arquivos anexados

  1. Cinema e Educação: Kiriku e a Feiticeira

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