Conteúdos

*Adequação de conceitos:

Escravizado x Escravo: O termo “escravizado” remete a uma situação imposta por outrem, enquanto o termo “escravo” apresenta o sentido de fazer referência a uma condição natural, que não resulta da ação (ou omissão) de alguém. Usar o termo “escravos” significa considerar que aquele grupo de pessoas está naquela condição de maneira natural, enquanto o termo “escravizado” nos dá a dimensão de uma condição compulsória. Por exemplo, nós somos humanos, e não humanizados, é a nossa condição natural. Entretanto, um animal que é treinado para fazer coisas típicas de um ser humano é humanizado, ou seja, foi colocado em uma condição de comportamento forçada. Portanto, “escravizado” é o termo correto a ser utilizado.

Escravidão x Escravismo: O termo “escravidão” refere-se ao ato de tornar o outro escravizado, enquanto “escravismo” diz respeito ao sistema socioeconômico de exploração do trabalho de um grupo social ou humano sem pagamento. Por isso, para referir-se ao que ocorreu no Brasil: a instalação de um sistema escravista, que estruturava a sociedade social, política e economicamente, o termo correto é “escravismo”.

Índio x Indígena: “Índio” é um termo generalista, uma espécie de apelido dado pelo colonizador europeu aos povos nativos da América e de outros continentes, como a Ásia, por exemplo. Portanto, é reducionista e coloca o “índio” como um todo sem distinção, sem identidade. Já o termo “indígena” significa “originário” ou “aquele que estava aqui antes dos outros”, contemplando de forma adequada a diversidade de cada povo e a sua origem nativa.

Tribo x Aldeia: “Tribo” é um termo que diz respeito a um grupo de pessoas em um local “não civilizado”, sendo, portanto, uma expressão pejorativa e que diminui os indígenas a uma condição animalesca. Já o termo “aldeia” ou “terra indígena” refere-se ao local onde vivem e se organizam os povos indígenas. Isso se dá também quando nos referimos ao indivíduo ou grupo de indígenas: devemos usar o termo “etnia guarani”, e não “tribo guarani”. Isso porque, o termo “etnia” contempla o grupo de características físicas, culturais e sociais de um povo.

Temas:

●    Escravidão indígena na América Portuguesa
●    Colonização do Brasil
●    Questão indígena
●    Plantation

Objetivos

Estudar a escravidão no contexto da colonização americana, com foco na exploração do trabalho das populações indígenas.

Palavras-Chave:

Escravidão. Colonização. Indígenas. Jesuítas. Trabalho.

Proposta de Estudo:

O objetivo desse roteiro é auxiliar nos estudos em casa ou em outro ambiente. Nesse sentido, apresenta um percurso com textos-base, vídeos e algumas propostas de atividades que podem ajudar a compreender melhor o tema em questão.
Lembre-se de que não é necessário realizar todas as etapas ou ler todos os textos, porém a realização completa desse roteiro ajudará na assimilação de todo o conteúdo envolvido.

Leia os textos propostos, sempre buscando as respostas para cada uma das perguntas. Se aparecerem mais dúvidas ao longo da leitura, aproveite para anotar e aumentar sua pesquisa. Após as leituras de cada um dos textos, escreva um parágrafo, com suas próprias palavras, resumindo seu aprendizado. Esse parágrafo pode ser escrito em um bloco de notas ou em fichas pautadas, próprias para resumos.

1ª Etapa: Indígenas no Brasil

1)    Realize uma pesquisa sobre quais eram os povos indígenas no Brasil antes da ocupação portuguesa.
2)    Realize a leitura e faça uma análise dos materiais relacionados para essa etapa, conforme orientação:
a)    analise o mapa relacionado que mostra a distribuição das populações indígenas atualmente no território brasileiro, associando os números atuais com o processo de genocídio realizado pela colonização.
b)    identifique em quais atividades econômicas a mão de obra escravizada indígena foi mais utilizada.
c)    reflita sobre o modo de organização do trabalho nas sociedades indígenas antes da colonização e, depois, comparando-os.

●    Povos indígenas no Brasil
●    Mapa da população indígena no Brasil hoje

2ª Etapa: Escravidão Indígena x Escravidão Africana

1)    Realize a leitura dos textos relacionados para essa etapa e, em seguida, responda às seguintes questões:
a)    Em quais atividades os indígenas eram mais utilizados?
b)    Qual o interesse dos Jesuítas ao buscarem a proibição da escravização dos indígenas?
c)    É possível afirmar que houve substituição total da mão de obra escravizada indígena pela negra?
d)    O que levou a Coroa Portuguesa a adotar o tráfico de cativos africanos?

●    Escravidão indígena
●    Escravidão indígena nas sombras da História
●    Escravidão Indígena e africana

3ª Etapa: A população indígena atualmente

1)    Ouça o samba-enredo da Estação Primeira de Mangueira (História para ninar gente grande).
2)    Leia a reportagem especial – de 2017 – sobre os 517 anos de resistência indígena no Brasil.

Após as leituras, reflita sobre as condições das populações indígenas atualmente e como essas são uma consequência do processo de colonização brasileira.

●    Samba-enredo G.R.E.S – Estação Primeira de Mangueira. História para ninar gente grande
●    517 anos de resistência

4ª Etapa: Sistematização

Para encerrar o roteiro de estudos, escreva uma redação no modelo dissertativa argumentativa com o tema “A História que a História não conta: A Escravidão indígena na América portuguesa”. Sua redação deverá seguir as normas formais da Língua Portuguesa.

A redação é uma forma de sistematizar os conhecimentos obtidos durante as etapas, exercitando o desenvolvimento da visão crítica necessária para a compreensão da História.

Roteiro de Estudos elaborado pela Professora Júlia Bittencourt

Atualizado em 21/11/2022, às 15h24

Materiais Relacionados

Indicação de Leitura:
SWCHARCZ, Lilia M. STARLING, Heloisa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das. Letras, 2015.
Etapa 1:
●    Povos indígenas no Brasil
●    Mapa da população indígena no Brasil hoje

Etapa 2:

●    Escravidão indígena
●    Escravidão indígena nas sombras da História
●    Escravidão Indígena e africana

Etapa 3:

●    Samba-enredo G.R.E.S – Estação Primeira de Mangueira. História para ninar gente grande
●    517 anos de resistência

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