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O governo federal se preparava, até dezembro de 2019, para publicar um decreto que altera a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Na ocasião, a informação foi dada pela diretora de Acessibilidade, Mobilidade, Inclusão e Apoio a Pessoas com Deficiência do Ministério da Educação (MEC), Nídia Regina Limeira de Sá, durante sua participação em debate organizado pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.

Para a especialista em psicopedagogia e coordenadora do Mais Diferenças – organização que atua desde 2005 com projetos em parceria com entidades públicas e privadas para a promoção da educação inclusiva –, Carla Mauch, a retomada de uma política pública para a área que privilegie as escolas especializadas no atendimento de alunos com deficiência pode significar um retrocesso. “É pensar que a gente está voltando a um modelo segregador e excludente”, afirma.

Ainda segundo a especialista, ao separar crianças com e sem deficiência em escolas diferentes, os alunos são privados de um convívio que é fundamental para a formação de indivíduos em relação à valorização das diferenças.

Também, há necessidade de olhar para os ganhos pedagógicos da inclusão dos alunos com deficiência nas escolas regulares. “Pensando nos processos de desenvolvimento, das teorias de aprendizagem, aprendemos pelas experiências diversificadas”, argumenta Mauch. “Se eu volto ao modelo em que somente crianças com deficiência vão estar juntas, as possibilidades de trocas diminuem”, completa.

Na entrevista, Mauch faz uma análise sobre a situação atual da Política Nacional de Educação Especial, fala sobre os avanços que ainda são necessários e discute o impacto de um eventual retorno ao fomento do modelo de escolas especializadas em alunos com deficiência.

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