A área de tecnologia ainda é majoritariamente masculina, principalmente nos cargos de liderança. Uma das formas de mudar esse cenário é incentivar que meninas em idade escolar se interessem pelo segmento. O “Mais Meninas na Tecnologia” é uma das iniciativas que têm esse objetivo.

A mestra em tecnologias da informação, comunicação e multimédia pelo Instituto Universitário da Maia, na cidade do Porto, em Portugal, e fundadora do projeto Larissa Vitoriano destaca nessa entrevista a importância do incentivo, as principais dificuldades para meninas se interessarem por TI, como incentivá-las, além dos benefícios pedagógicos.

De acordo com Vitoriano, esse estímulo começa com a inserção das meninas a partir dos oito ou 10 anos de idade. “Uma vez que você tem acesso às ciências exatas, o seu raciocínio lógico melhora. Você consegue resolver problemas de maneira mais assertiva, uma vez que você desenvolve essas potencialidades”, explica.

Segundo a especialista, a educação tecnológica é fundamental para a materialização das ideias e o desenvolvimento de aptidões. “Quando você tem acesso a atividades de impressão 3D, você consegue materializar suas ideias numa perspectiva de produção de ciência”, completa.

Vitoriano explica ainda que a escassez de mulheres na tecnologia, de maneira geral, passa pelo estereótipo de que a área é basicamente masculina. “Nós, mulheres, usamos a tecnologia, mas não estamos na esteira de produção dessa tecnologia. Por isso quando ela chega para a gente, ela vem tão cheia de características que não fazem parte do nosso dia a dia. [É fundamental] que elas participem do desenvolvimento dos softwares em todas as suas camadas. A importância é o quanto a gente consegue tornar a área mais inclusiva, com diferentes recortes”, analisa.

Atualizado em 17/07/2024, às 11h24.

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