“O empreendedorismo é a melhor ferramenta para acabar com a pobreza.” A frase é do americano Jonathan Ortmans, presidente daSemana Global de Empreendedorismo, que mobilizou 250 instituições e 5 milhões de pessoas no Brasil entre os dias 15 e 21 de novembro. Ortmans, que acompanhou alguns eventos em São Paulo e no Rio de Janeiro, acredita que empreender é uma forma de dinamizar a economia e vê com otimismo as iniciativas do país na área. “Os brasileiros estão começando a enxergar o empreendedorismo como opção, não como necessidade.”

O presidente da semana, Jonathan Ortmans

Ao todo, a Semana Global do Empreendedorismo, que acontece desde 2008, contou com 40 mil atividades, em 102 países. Por meio de palestras, seminários e laboratórios, o evento deste ano se propôs a mostrar a cultura empreendedora entre os jovens. De acordo Ortmans, não se trata de forçar a criação de currículos voltados ao empreendedorismo, mas de gerar uma percepção por parte das instituições de que empreender é uma opção de carreira viável e vantajosa.

Durante os sete dias, o Brasil participou de cinco atividades internacionais, entre elas o Startup Weekend e a competição Cleantech Open Ideas. O primeiro aconteceu em São Paulo, na Fiap (Faculdade de Tecnologia da Informação), e recebeu Shane Reiser, presidente da organização de Seattle que realiza eventos como esse por todo o mundo. Para ele, o Brasil, que reúne o maior número de pessoas e atividades em torno da semana, tem um grande potencial para o desenvolvimento tecnológico e para a inovação rápida, mas ainda não vê o empreendedorismo como uma alternativa real. “Essa cultura deve mudar, as pessoas precisam enxergar que abrir uma empresa logo após se formar é uma opção viável”, conclui. O vencedor da etapa brasileira foi o Mindle, uma plataforma de educação à distância.

Já a competição Cleantech Open Ideas premiou os melhores projetos desenvolvidos com tecnologia limpa. Cada país promoveu uma competição interna, e os vencedores participaram da grande final na Califórnia, no dia 17 de novembro. O representante brasileiro foi Lucas Alvares, autor da Dolpheet, uma rede social que tem por objetivo articular pessoas em torno da carona. “Um evento como esse permite que o empreendedor adquira conhecimento. Isso é mais importante do que um aporte financeiro, por exemplo”, afirma Alvares.

Caren Kanaan, diretora de cultura empreendedora da Endeavor, instituição que organiza a versão brasileira, destaca os eventos globais como o ponto alto da semana. “Os temas ficam evidentes e é possível ter a posição de cada país em relação a um mesmo assunto”, afirma ela, que vê a necessidade cada vez maior de divulgar a cultura empreendedora.

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