Mostramos recentemente aqui no portal algumas facilidades que os dispositivos móveis podem representar no dia a dia do docente. Depois de ouvir a opinião de professores e especialistas, lançamos o assunto aos leitores: “Qual dispositivo móvel é melhor para ser usado na educação?” foi a pergunta de nossa última enquete.

O resultado da votação, realizada aqui no site e na nossa fan page no Facebook, mostra que o notebook é o dispositivo preferido pela maioria. A resposta “Notebook ainda são melhores porque o trabalho não fica restrito a aplicativos” foi escolhida por 35% dos participantes.

Leandro Bevilacqua

Betina von Staa, pesquisadora em tecnologia educacional, foi informada sobre o resultado da enquete minutos antes de embarcar para seu novo trabalho, na empresa canadense Desire2Learn, especializada em tecnologia para educação. A pesquisadora não ficou surpresa com o resultado: “Retrata bastante a realidade. Na escola, as pessoas não vão direto na novidade, preferem aquilo que já conhecem”.

Entre as tecnologias móveis, Betina concorda que o notebook seja mesmo a mais completa e, por isso, normalmente a preferida. O computador portátil permite acessar e produzir material a partir de diversos programas e apresenta ainda o conforto do teclado.

A escolha da ferramenta, no entanto, deve depender de sua aplicação. E então chegamos à segunda resposta mais votada: “Os tablets são mais fáceis de usar e sempre surge um aplicativo novo para educação”, com 29% dos votos. A pesquisadora ressalta o atrativo que a praticidade do dispositivo oferece. Ele é mais leve e permite que o material seja acessado a qualquer momento. Uma ótima ferramenta, sobretudo para consulta, mas que de fato perde para notebook se o foco é produção de conteúdo.

Com menos votos, o celular ficou em quarto lugar, com 13%. Para a pesquisadora, os motivos para tal resultado é claro: a tela menor. “Não é mesmo a melhor ferramenta para ler um texto longo e produzir”, justifica. No entanto, ressalta, é o dispositivo mais interessante para promover a interação entre alunos e professor, podendo ser utilizado, por exemplo, para o envio de perguntas durantes uma conferência. “Dá para ter ideias muito boas com o celular para mudar a dinâmica de uma aula expositiva.” Leia mais sobre isso na reportagem “Cursos de mobile learning auxiliam educadores e ampliam possibilidades nas salas de aula”.

No entanto, uma parcela expressiva dos participantes, 23%, ficou com a resposta “Não acho que o dispositivo seja a questão, o importante é o projeto”. No Facebook, essa foi a opção que angariou o maior número de votos. Seria indício de uma resistência à tecnologia? Betina von Staa não vê a questão dessa forma. A pesquisadora deixa claro que não acredita mais na sala de aula com lousa e giz, mas faz a ressalva: “A tecnologia tem muito a agregar, mas o projeto pedagógico vem antes. Sem um objetivo claro, a tecnologia pode ser uma perda de tempo.”

Continue contribuindo com a reflexão sobre a presença das novas tecnologias na educação na nossa nova enquete, que já está no ar: Quais ambientes web são mais produtivos para atividades pedagógicas? Não deixe de votar!

Acompanhe também nossa página do Facebook.

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