Computador portátil em formato de prancheta, o tablet vem desafiando aqueles que o veem apenas como “mais uma ferramenta” do mundo digital. Não só movimenta um mercado que não para de crescer –o dos aplicativos–, como vem ganhando espaço em áreas que extrapolam a da comunicação. No Brasil, pela primieira vez, os aparelhos podem ser observados pelo público entre instalações artísticas digitais. No File 2011 (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica), há um espaço somente para eles. Os tablets não são apresentados como obras, mas como instrumentos que, por meio dos aplicativos, permitem uma interpretação da realidade baseada na interatividade.

No File Tablet, a curadora Maria Eugênia explora aplicativo Gravilux, um dos 22 que selecionou

Curadora do espaço File Tablet, Maria Eugênia Mourão se apoia em um dos aplicativos para exemplificar essa interpretação: “O Antograph permite você desenhar com a ponta dos dedos, mas este desenho é composto por elementos que se movem, então na verdade temos uma cena”. Seria, então, mais correto chamá-lo de vídeo? Maria Eugênia refuta a ideia. “Não. Pois a cena vai ser criada sem qualquer possibilidade de edição, o máximo que você pode fazer é interferir com desenhos, mas sem criar narrativa, enredo, apenas uma cena”, diz.

O Antograph, assim como todos os outros 21 aplicativos que ela selecionou para o File 2011 ao longo de três meses de pesquisa e conversa com desenvolvedores, estão à disposição dos usuários em lojas virtuais. “Hoje temos uma geração de geeksproduzindo coisas incríveis sob o conceito da interação e fora de padrões com os quais a sociedade está acostumada, como a linearidade, e a nossa proposta foi selecionar um pouco disso e trazer para o festival, oferecer esse acesso.”

O Musician é um dos que dispensam a lineraridade, conceito que na linguagem digital perde um pouco da relevância que tem no mundo offline. A não linearidade apresenta suas possibilidades, como pode ser visto neste vídeo abaixo

https://youtu.be/gnt5qNjMvWM

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Espaço em comum

Crianças, jovens e adultos exploram a ferramenta

Se toda a sociedade está dia após dia mais inserida na cultura digital, nada mais justo que diferentes gerações se sintam à vontade em um festival que reflete a influência desse mundo interativo e conectado nas diversas áreas de interesse que cada um possui. As instalações, lúdicas e interativas, que trazem linguagem dos games, da realidade, aumentada, dos vídeos e simuladores, desperta interesse de públicos que têm interesses diversos. A médica carioca Leila Marques Menezes, que visitava o espaço com a sua filha Iara, de 23 anos, explorava os tablets atentamente quando disse ao Instituto Claro que queria comprar um daquele para ler livros de medicina. Prático assim. Enquanto isso, ao lado, Iara mostrava desenvoltura com o aplicativo Antograph, mergulhava em suas possibilidades artísticas e afirmava, sem tirar o olho das formigas que se movimentavam aleatoriamente na tela, o que já se espera de um nativo digital: “sou bem usuária das ferramentas digitais, sim, e estou sempre conectada”.

Confira nossa galeria de fotos do File 2011 no Facebook.

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