Muitas iniciativas pedagógicas, como a Escola da Ponte, incentivam a aprendizagem por meio de projetos realizados com autonomia pelos alunos. E se os professores também pudessem estudar da mesma forma? Esse foi o tema trazido pelo autor do projeto “Educação Fora da Caixa”, Alex Bretas, para o InovaEduca. Ele palestrou nesta terça-feira (8/11), em São Paulo (SP).
 
A pesquisa de Bretas é para que adultos possam desenhar e planejar a sua própria formação, por meio da aprendizagem dirigida – o que ele batizou de “doutorado informal”. Tudo começou em 2013, quando Alex decidiu pesquisar sobre educação democrática e inovadora. A ideia inicial era fazer isso como um mestrado, dentro de uma universidade. Porém, ao longo do percurso, achou que o modelo era incompatível com o projeto que se delineava. Assim, optou por fazer um financiamento coletivo pela plataforma Catarse para financiar a ideia, onde arrecadou mais de R$ 15 mil.
 
O resultado do projeto foram dois livros escritos. O primeiro deles é o  “Kit Educação Fora da Caixa”, que descreve 50 metodologias e abordagens educativas que podem ser úteis a educadores, pesquisadores e estudantes. “Lá, listei desde métodos ‘convencionais’ até estratégias de pesquisas quilombolas. Todas estão em pé de igualdade e o pesquisador pode escolher aquelas que mais lhe convêm”, explicou.
 
O segundo livro é o “Doutorado Informal”, no qual descreve a sua jornada de autoaprendizagem, que incluiu mandar cartas e entrar em contato com todo o tipo de pessoa que poderia ajudá-lo na sua pesquisa – de amigos próximos a cânones da educação. “Por que ter apenas um orientador se você pode contar com vários? O objetivo é poder estudar aquilo que se gosta, sem aulas chatas ou avaliação restritiva”, defende. Os dois livros podem ser baixados gratuitamente.
 
Relações
Segundo Bretas, toda a pesquisa necessita de algumas ferramentas. Para guiar o pesquisador, ele indica um mentor ou mentores. Para a criação do projeto, ele sugere a tecnologia Open Space. Já para adquirir conhecimento, ele aposta numa técnica de fazer relacionamento que denomominou de pé de galinha. “Você pede para cada pessoa que você procurar lhe indicar outras três que possam ajudar com o tema que você está pesquisando”, descreveu.
 
Por fim, para que haja disciplina com a pesquisa, ele indica travar um compromisso público. “No meu caso, o pedido de financiamento ajudou a ter disciplina. A partir do momento que mais de 160 pessoas colaboraram financeiramente com o projeto, ele deixou de ser só meu. Você pode, por exemplo, fazer um blog para compartilhar o que foi pesquisando”, recomenda.
 
Alex busca agora criar a Multiversidade, um modelo de universidade aberta e colaborativa inspirado na Open Master’s, nos Estados Unidos, e Shure University, no Japão.
 
Breta escreveu dois livros que podem ser baixados
gratuitamente (Crédito: arquivo pessoal)
 
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