“Que tipo de educação e modelo de ferramenta as pessoas podem se apropriar para melhorar suas vidas? A primeira coisa que geralmente pensam é o investimento em telecentros. Isso é importante, mas tem suas limitações”. Com essa provocação, o pesquisador do MIT Media Lab – o Laboratório de Mídias do Instituto de Tecnologia de Massachusetts –, Leo Burd, começou sua apresentação durante a Campus Party 2015, em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (05/02).
 
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Para ele, se o Brasil quiser avançar na questão da educação com a tecnologia, há necessidade de espaços físicos para a criação de projetos inovadores. “Não necessariamente precisa ser um espaço separado, com muita tecnologia. Além disso, devemos pensar esses projetos integrados com a realidade local, que não sejam somente aulas online”, afirmou.
 
Leo Burd: "Pensar de uma maneira aberta não é só distribuir computador"
 
Burd destacou que dar acesso aos jovens por meio de computador e internet já é um passo, mas ir além significaria evoluir em como usar essas ferramentas digitais para o desenvolvimento. “Novas atitudes com relação à resolução de problemas. Infelizmente, criatividade e cidadania não aprendemos na escola. Pensar de uma maneira aberta não é só distribuir computador. Além disso, não usar somente em benefício próprio, mas para solucionar problemas da comunidade.”
 
O MIT Media Lab conta com 27 grupos de pesquisa e Burd trouxe exemplos de projetos para inspiração. Desenvolvido pelo MIT Center for Civic Media, a criação do “What’s Up” serviu para agregar o calendário de acontecimentos de uma comunidade de 140 mil habitantes em um portal. Por meio dele, são geradas informações dos eventos para letreiros da cidade, folhetos e mensagens para celular. “As pessoas não têm que ir ao telecentro pesquisar o que está ocorrendo de interessante na cidade. A informação chega até elas”, explicou.
 
Outra ferramenta, desenvolvida pelo Lifelong Kindergarten, foi baseada no jardim da infância. “Com o ‘Scratch’, as crianças podem criar jogos. "Você não sabe se eles estão brincando, fazendo arte, engenharia ou tudo isso junto”, comentou Burd. Gratuita, já conta com cinco milhões de jogos registrados e está disponível em português.
 
Também, com dois milhões de usuários, o "APP Inventor", do MIT Center for Mobile Learning, possibilita desenhar e programar combinando os ‘bloquinhos’ a sua maneira. “Queremos quebrar a barreira entre criadores e os que usam a criação. Qualquer um pode criar”, ressaltou Burd.
 
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Pesquisador do MIT fez apresentação na Campus Party 2015
 

 

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