Que os jovens estão usufruindo cada vez mais das mundo digital todos já sabem, mas utilizar esses recursos para aprender é novidade para muitos – inclusive educadores. E para que as ferramentas sejam benéficas dentro da sala de aula é preciso muito mais do que apenas colocá-las em meio às atividades. Elas precisam ter um propósito.

Mas trocar a mentalidade da educação tradicional para uma que integra as tecnologias é, claro, um desafio. Para entender um pouco melhor como os professores podem utilizar esses recursos com os alunos, conversamos com Lígia de Assis Monteiro, professora de Pedagogia do Instituto Brasileiro de Tecnologia Avançada (IBTA).

“Ao pensar na educação, penso em tecnologia ao mesmo tempo, sendo minha parceira neste processo de ensino e aprendizagem”, conta a educadora cuja missão é inspirar suas alunas para que compreendam que a inclusão das TIC é algo natural. “Por pensar desta forma e defender esta ideia, todas as disciplinas que ministro têm recursos tecnológicos para auxiliar as estudantes”.

Lígia contabiliza diversos motivos que podem contribuir com o pouco uso de recursos tecnológicos dentro da sala de aula, como falta de incentivo e conhecimento, insegurança e experiências negativas. “Muitas vezes os professores colocam a tecnologia em um pedestal, longe da sua realidade pedagógica”, exemplifica. Mas ela é otimista: esse cenário pode mudar!

O primeiro passo é compreender o contexto educacional onde o educador está inserido e trabalhar com os recursos disponíveis. Por exemplo, se na escola existem apenas tecnologias que não estão conectadas à internet elas ainda podem ser úteis, “tire do pedestal e faça delas suas parceiras”, conta Lígia.

No trabalho que realiza com suas alunas, a educadora afirma que já pode sentir uma grande mudança de pensamento em relação ao uso das TIC. “Na primeira aula eu ouvi frases como ‘professora, não gosto de tecnologia, pode ser sem?’, e agora eu já escuto outras coisas”, conta Lígia, que explica que agora as alunas compartilham experiências positivas que têm alcançado em sala de aula e gostam de trocar conhecimento sobre novas ferramentas descobertas.

A educação do século 21 não tem barreiras e o número de possibilidades é cada vez maior. Os educadores encontram à sua disposição desde fóruns, sites e games até tecnologias mais “complexas”, como impressoras 3D. O fato é que tudo pode ser integrado ao aprendizado.

Lígia acredita que para fazer uso dessas tecnologias a motivação deve vir de dentro do professor. “A pergunta que um professor deve sempre carregar dentro de si é ‘o que me move?’”, defende. Para ela, a saída é promover uma capacitação personalizada: “o amor pedagógico salva arquivos sem erro, faz download de novidades e instala no software cerebral o que faz sentindo para o seu contexto e no final o backup será um sucesso”.

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