Tem uma boa história sobre a sua cidade para compartilhar? O site Mapas Coletivos reúne narrativas sobre a qualidade de vida na cidade que podem ser contadas, gratuitamente, por qualquer pessoa. Em 2011, o projeto idealizado por Gustavo Faleiros e Juliana Mori, em parceria com o site O Eco, foi vencedor do Prêmio Instituto Claro e, de lá para cá, agregou mais histórias e funcionalidades.
Desde que foi criado, o Mapas já recebeu o cadastro de 584 usuários, que contribuiram com a criação de mais de 250 histórias. A princípio, o site recebia apenas narrativas da cidade de São Paulo, mas uma atualização recente ampliou o escopo do projeto. Agora, pessoas do Brasil inteiro podem participar e marcar seus depoimentos com recursos de geolocalização.
Um dos principais destaques do site até agora foi a criação de dois mapas, um na Bahia e outro no Rio de Janeiro. No primeiro, foram mapeados municípios que valorizam as manifestações folclóricas baianas. Já no Rio de Janeiro, o projeto surge a partir da colaboração com uma jornalista que põe no mapa documentários que contam a história de gente que está tendo sua vida mudada pelas obras para as Olimpíadas de 2016. “Estamos transformando essa jornalista em embaixadora, capaz de criar uma comunidade em torno da nossa ferramenta”, conta Gustavo.
A interação presencial com os usuários é um ponto de fortalecimento do projeto, já que os coordenadores do Mapas Coletivos podem ministrar oficinas para os participantes tirarem melhor proveito da plataforma. No Colégio Dante Alighieri, em São Paulo, oficinas renderam mapas especiais montados pelos próprios alunos. O primeiro deles, foi um mapeamento da acessibilidade do Parque Trianon, que fica ao lado do Colégio. O segundo, feito pelo grupo de robótica da escola, incluiu os pontos relacionados ao assunto.
Para Gustavo, a ferramenta deve ser usada como um publicador: “As fotos ficaram maiores e o site não tem limite de texto – o que existia antes”, diz. As histórias compartilhadas no Mapas Coletivos também poderão ser inseridas em outras plataformas digitais, como blogs, por exemplo. “De uma forma concreta, a gente está criando um time de articulação para manter contato com a comunidade e encontrar oportunidades de engajamento”, afirma o idealizador do projeto.