Conteúdos

Este plano de aula aborda as principais teorias sobre como a vida surgiu na Terra, desde a ideia da geração espontânea (Abiogênese) até as complexas hipóteses de Oparin e Haldane. Por meio de metodologias ativas, como o uso de gamificação (bingo da vida) e análise de experimentos históricos (Redi e Pasteur), os alunos serão conduzidos a entender que a ciência é um processo de refutação e construção de evidências. O plano integra conhecimentos de química orgânica, física termodinâmica e biologia celular.

Objetivos

  • Analisar criticamente as teorias da abiogênese e da biogênese, compreendendo os experimentos que as sustentam ou refutam;
  • Compreender a hipótese da evolução gradual dos sistemas químicos (Oparin-Haldane) e o experimento de Miller-Urey;
  • Diferenciar as hipóteses autotrófica e heterotrófica sobre o metabolismo dos primeiros seres vivos; e
  • Identificar conceitos fundamentais da biologia evolutiva, por meio da ludicidade.

Conteúdos/Objetos do conhecimento:

  • Criacionismo, panspermia e abiogênese vs. biogênese;
  • Experimentos de Redi, Spallanzani e Pasteur;
  • Atmosfera primitiva e síntese de moléculas orgânicas;
  • Coacervados e o surgimento do RNA/DNA; e
  • Hipóteses sobre a nutrição dos primeiros seres vivos.

Palavras-chave:

Origem da vida. Abiogênese. Coacervados. Evolução química.

Previsão para aplicação:

4 aulas (50 min/aula).

Proposta de trabalho:

1ª Etapa: O embate histórico (abiogênese vs. biogênese)

Professor, inicie a aula (primeira aula) lançando um desafio: “Se deixarmos uma camisa suja com suor e sementes de trigo em um canto escuro, nascerão camundongos após 21 dias?”. Essa era a receita de Van Helmont.

1) Sala de aula invertida: peça que os alunos, em grupos, pesquisem e apresentem brevemente os experimentos de Redi (potes com carne) e Pasteur (pescoço de cisne).

2) Discussão: por que foi tão difícil derrubar a ideia da geração espontânea? Discuta como a invenção do microscópio e a descoberta dos microrganismos influenciaram esse debate.

2ª Etapa: A sopa primordial

Nesta etapa (segunda aula), mergulhamos na Terra Primitiva.

1) Contextualização – Apresente as condições da Terra há 4 bilhões de anos (calor extremo, descargas elétricas e gases, como metano e amônia).

2) Simulação visual – Utilize um esquema do experimento de Miller-Urey. Questione: “É possível criar vida em um laboratório?”. Explique que eles não criaram vida, mas provaram que moléculas orgânicas (aminoácidos) podem surgir de matéria inorgânica.

3) Debate – O que veio primeiro: o metabolismo ou a replicação genética? Introduza a ideia do “Mundo do RNA”.

3ª Etapa: Gamificação – O bingo da vida

Na terceira aula, para consolidar os conceitos de forma lúdica, utilize a atividade de bingo pedagógico.

Para isso, acesse o artigo científico abaixo e siga as instruções da autora para sua aplicação. Ao final do bingo, discuta as dúvidas que surgiram durante a atividade:

4ª Etapa: Hipóteses metabólicas

Na última aula, finalize com o dilema da nutrição.

Professor(a), faça o seguinte questionamento aos alunos: “Se a Terra primitiva era pobre em nutrientes orgânicos, como os primeiros seres sobreviviam?”.

Após um tempo de discussão, apresente as hipóteses heterotrófica e autotrófica (quimiolitoautotrofia). Para a sistematização, peça que os alunos criem um quadro comparativo.

Uma sugestão é usar a seguinte analogia de uma despensa: se você entra em uma casa com a despensa cheia, você é um consumidor (heterotrófico). Se a dispensa está vazia, você precisa “cozinhar” seu próprio alimento a partir de pedras e calor (autotrófico/quimiossíntese).

A avaliação pode ser baseada no desempenho e no engajamento durante o Bingo da Vida, bem como na produção do quadro comparativo das hipóteses metabólicas. Como atividade extracurricular, os alunos podem ser desafiados a criar um “Podcast da Origem”, entrevistando “Pasteur” ou “Miller” sobre suas descobertas.

Bom trabalho!

Plano de aula elaborado pela Professora Dr.ª Nathalie Lousan.

Revisão textual: Professora Daniela Leite Nunes.

Coordenação Pedagógica: Prof.ª Dr.ª Aline Bitencourt Monge.

Crédito da imagem: gremlin – Getty Images

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