eu concordo com o guilherme deveria ser melhorado os cursos
Aprendizagem Sem Muros. A escola precisa ser mais acessivel as novas tecnologias, principalmente as móveis como o celular. Pra que fazer lei pra proibir. Discutir não seria melhor solução. Estamos cheios de amarras nas escolas. A comunicação não flui e a escola fica parecendo um Shopping Center. Cada um na sua lojinha. Falar em Rede social na escola é sinônimo de ORKUT. Aí só vem o lado ruim e não o lado bom. Precisamos pensar numa formação em larga escala para os professores para o uso das tecnologias e das linguagens midiaticas. Só assim , o preconceito diminuir e na melhor das hipóteses até some. Vamos viver o planeta dos meninos.
Faz tempo que reivindicamos a introdução das tecnologias da informação na formação do professores. Os institutos de ensino superior que formam os professores parecem cópias da educação tradicional. Não introduzem o computador como ferramenta importante para o aprendizado dos meninos. Ficam cegos diante da mídia que despeja uma carga de informação gigantesca que até gera conhecimento para o background dos alunos. A escola por sua vez não se permiti discutir com prioridade o uso das tecnologias na sala de aula. Quer dizer os meninos entram na escola com se entrasse no tunel do tempo.
Olá. Acho que esta discussão deveria ser feita nos cursos de licenciatura e de formação de professores. Deveria inclusive existir uma cadeira regular para se discutir como a tecnologia pode ser melhor aproveitada nos processos de ensino.
Oi Paula, Na verdade, penso que temos que criar processos de formação docente que visem discutir como se ensina e aprende na sociedade contemporânea, principalmente mediado pelas tecnologias digitais e telemáticas. Creio que a interlocução com Levy, com Johnson, Gee, Schaffer entre outros autores podem nos ajudar a compreender como a nova geração aprende bjs
Oi Fabio e grupo, Bem, acho dificil prever como será a escola do futuro, mas penso que ela deve em primeiro lugar estar atenta ao que acontece na sociedade e as demandas e necessidades da geração a qual ela vai atender. Além disso, creio que a idéia da escola como um espaço geograficamente definido, também é um conceito que precisa ser revisto. Assim, a escola do futuro deve estar preparada para articular diferentes saberes e desejos, resgatando o seu lugar como espaço de prazer.
Sou editor do Blog dos NewsGames. Na minha dissertação de mestrado "Games como Emuladores de Informação", defendida no dia 18 de setembro, pontuei algunas relevantes questões relacionadas à pedagogia do ensino-aprendizagem e e o problema da velha escola. Para esquentar essa discussão, acho pertinente o debate do novo espaço público. Diferente daquele espaço público com os velhos formadores de opinião, considero importante reavaliar esse lugar-nenhum. Primeiro, subdivido por esse novo espaço público: Características do novo espaço público 1. Espaço privado doméstico – Relações Pessoais e Familiares 2. Espaço público doméstico – Festas Familiares 3. Espaço público privatizado – Opinião Pública Privada 4. Espaço público interativo – Opinião Pública Agenciada Para mudar a escola, precisamos cultivar um espaço público interativo, através do qual será possível promover um agenciamento social de fato, sem pressões do privado sobre os verdadeiros interesses públicos.
Gostei do fórum, realmente a escola está muito aquém das novas necessidades da sociedade da informação. A questão é se a escola vai conseguir se adaptar a esta realidade, ou dar espaço a um novo espaço de gestão de conhecimento. Um abraço
quero participar!
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Exatamente, como no exemplo que dei, seria impossível pensar uma rede de caronas sem a computação, sem as tecnologias, porque eu não vou dar carona para uma pessoa que eu não conheço. Só vou dar carona para quem esta na minha rede. Eu posso intervir na realidade de outra maneira com esses novos meios. Mas é preciso a criatividade, iniciativa e determinação para fazer isso. Mas como é que você ativa isso verdadeiramente entre as pessoas? A escola do futuro é exatamente o que a Lynn falou, mas há de se esperar um tempo ainda. Porém, eu vejo que a nossa relação com o saber já mudou. Tanto que no mundo do trabalho a cobrança sobre o que você sabe e fez na sua vida é mais importante do que o colégio em que você estudou. A maneira como você avalia o potencial de alguém está mudando. E isso repercute de alguma forma no universo educacional, só precisa de tempo. Mas experiências positivas existem, isso é bacana, as escolas já são diferentes. Há muitas escolas brilhantes, interessantíssimas. Resta entender por que isso não se propaga.
Eu acho que a escola não vai mudar, ela vai ser um lugar desterritorializado. É ate pessimista da minha parte, mas eu não consigo, em médio prazo, ver uma mudança na estrutura que temos na escola, infelizmente. Mas eu consigo ver que essa geração que está aí, quando eles forem os professores, uma mudança será instaurada. Então falamos em 10, 20 anos para frente, ou até mais.
Queria que vocês falassem um pouquinho sobre o que vocês acham que é a escola do futuro. É uma escola que vai passar de conteudista para competências? Vai ter disciplinas, que são as competências? O conteúdo vai ser diagonal, transversal, vai mudar completamente ou vai continuar sendo uma coisa com foco mais em colaboração, nesse tipo de competência?
Eu completaria a idéia traçando uma diagonal: eu não vejo a escola, em uma estratégia de propósito civilizatório, como lugar do prazer, mas também não como lugar do desprazer. Quando nos relacionamos com o universo infantil, entendemos muito bem que esse mundo pede por limites. O que é dar limite? Bom, se eu ler isso como desprazer, não vai funcionar. Porque ninguém que vive o limite simplesmente como desprazer vai entender o porquê dessa relação. O que estou tentando pensar é que há, sim, uma construção de compromisso da criança dentro do ambiente da escola. Então como eu consigo construir a implicação do aluno? Não tem outro jeito a não ser que o processo esteja claro. Isso vale pra qualquer indivíduo, ninguém se implica de fato em nada se ele não souber claramente qual é o propósito. Se eu não sei qual é o objetivo, eu não vou empenhar energia em alguma coisa que eu não sei para que serve. Então como pedir implicação para seres tão jovens e inexperientes em diversos aspectos, se eu não sou capaz de esclarecer para eles de fato, cotidianamente, qual é o propósito? Essa dimensão fica muito clara se eu os vejo como tábula rasa, porque ninguém gosta de conviver com esse propósito. Nenhum adulto, nenhuma criança, gosta de conviver com ‘olha, você não sabe nada, fica quieto que eu vou te ensinar’. Essa não é uma estratégia adequada, do meu ponto de vista.
Uma grande preocupação nossa na escola é exatamente esta: como os alunos vão construir significado para as informações nas quais eles estão imersos? Pierre Lévy costuma falar em ‘dilúvio de informações’. Nós todos – adultos, adolescentes, crianças, idosos – estamos imersos em um dilúvio de informações. Como esses sujeitos constroem significado, saem do nível só da informação? Hoje, esse é o grande desafio, não só no que se refere a todas as aprendizagens que acontecem fora da escola, mas, principalmente, dentro dela. Eu sempre remeto à história do surgimento da escola para mostrar como a gente consegue se perder. Quando pensamos na história da educação, ela começa com o ensino dos jesuítas. Em minha opinião, é aí que houve a descaracterização do prazer para o desprazer. Porque, naquela época, o ensino tradicional estava centrado na transmissão dos conteúdos. Claro que esses conteúdos são importantes, porque é através deles que vamos construir instrumentos e mecanismos para avançar, para evoluir. Desde então, vivemos esse papel da escola como espaço de mera transmissão, no qual o aluno é realmente uma tábula rasa, onde o professor vai depositando informações. Então existe uma ênfase muito grande em uma função cognitiva: a memória. Aqueles que são os melhores repetidores galgam espaço e sucesso na escola. Na década de 30, caminhando para o processo de desenvolvimento das tendências pedagógicas, entramos em outro movimento, a Escola Nova. Aqui no Brasil, Anísio Teixeira criticou essa escola tão descontextualizada, tão centrada nos conteúdos. Só que aí há um grande erro: a gente sai de um extremo e vai para outro. Então perdemos a ênfase nos conteúdos em prol de algo que chamamos de psicologismo em educação.
Eu estava pesquisando o significado da palavra escola e encontrei que vem do grego e quer dizer ‘lugar do ócio’. Era um espaço inicialmente construído para o lazer, para o divertimento. Sobretudo na Idade Média, quando as pessoas que efetivamente não precisariam trabalhar, mas tinham que se ocupar com alguma coisa, iam para a escola aprender um ofício. Então fica uma reflexão: a partir de quando ela passa do lugar do ócio para, nas suas próprias palavras, ser o lugar do desprazer? É interessante analisar essa convergência.
Uma questão que eu fico pensando é a relação do conhecimento adquirido. O que a gente costuma ver é que os alunos conhecem muitas coisas, mas têm dificuldade em fazer os links. Aprende-se muito por tentativa e erro, então não há um entendimento da sistematização dos processos. Eles são bons solucionadores de problemas, mas às vezes eles não conseguem refletir sobre o processo. E aí eu fico pensando: como a escola entra nesse processo? Porque eu acho que está faltando o papel da escola.
ola a paz a todos, olha eu nao conheço o forum, mas devo imaginar que isso é uma grande maravilha, pena que isso é muito distante de pequenas cidades seria a mesma coisa de que ganhar na mega sena um forum destes aqui, mas ficaresmos no sonho, alias snhor é bom porque vive né, mas parabens a todos pela oportunidade participar de algo assim pois nossa sociendade precisa de ser inserida a cada dia mais na era digital... ela se faz necessario em qualquer setor uma vez criada pois precisamos acompanhar ela. abraços fraternos a a todos!
Carla... A Claro foi para a faculdade Sumaré e fez em sala de aula um forum sem frescura... veja
. Uso de celular na educação - gostaria que me enviassem textos ou slides sobre o assunto.
quero parabenizar e ao memo tempo saber como posso receber ajuntar para manter um projeto desse no meu bairro tenho uma assoçiação toda regularizada de inclusão digital quais são os meios
A aprendizagem consolida-se quando ampliamos nossos conhecimentos,assim a tecnologia envolveu os interesses dos alunos . As TICs são dispositivos que qualificam os conhecimentos.A criatividade estaria tolhida com a invasão "atrevida" da tecnologia?
o vcs esta de parabens
gostei muito do seu video viu foi muito bom o video para min que estou fazendo estagio!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!.
Desenvolvi um projeto com meus alunos onde criamos adaptadores de computador para diferentes tipos de deficiência motora. Através de uma experiência na escola que leciono na prefeitura de minha cidade, onde um aluno especial em minha turma não poderia usar o Laboratório de Informática devido as limitações, decidi estudar e criar com os meus alunos do Ensino Técnico adaptador para este aluno frequentar o Laboratório com os colegas de classe. Fiz e continuo fazendo os adaptadores pois acredito na inclusão digital em todos os aspectos e hoje algumas APAES estão sendo beneficiadas com os adaptadores. Isso não tem dinheiro no mundo que pague!!!!!!É lindo e muito gratificante.
No mundo em que vivemos, uma grande parcela da população já convive com as novas TIC's, mesmo sem se dar conta...assistir tv, xerocar algum documento...usar internet....utilizar msn, orkut... Entretanto, as TIC's são ferramentas auxiliadoras no processo ensino e aprendizagem, não vão assumir a função de FAMÍLIA e cumprir com aquilo que lhes cabe fazer..."ensina a criança no caminho em que deve andar..."
Tão importante quanto a renovação das práticas do processo ensino-aprendizagem é a mudança e a renovação da visão das empresas e da sociedade para com este processo. A formação do cidadão é de responsabilidade de todos. A valorização destas práticas e mudanças nos mostra um novo caminho e um novo caminhar. Parabéns! Eliara,20.08.09
Tenho observado que com introdução das TICs no processo ensino-aprendizagem, tem aumentado a motivação do alunado, mas acima de tudo a dos professores( digo isso em meu nome), pois o próprio ato de busca e obviamente as respostas positivas modificaram a rotina desse processo.
A questão educação de qualidade é algo que nos leva a pensar e muito. Estamos tentando resolver já a muito tempo e sabemos que é difícil. Por que sempre nos deparamos com a questão de quem oferece e quem vai receber a educação e qual o real valor para a sociedade ao se ter cada vez mais pessoas bem preparadas para o mercado de trabalho. Bom falando em pessoas bem preparadas,o Deyvid Oliveira, deixa uma pergunta referente a formação em pedagogia. Acredito que assim como a pedagogia, temos outras áreas também carentes e com grade curricular na graguação que prejudica a formação de novos profissionais. Claro que também temos o quesito destes futuros profissionais que é a visão tradicional da educação que estes profissionais pretende levar para a sala de aula. Lembrando que o educador precisa acompanhar as tecnologias, novos métodos de educação como o método educaçãopor competência que é voltado por umaaula que valorizao aluno diante do que ele ja sabe. Valdirene Paixão
Têm se percebido o grande avanço que nossas crianças sofreram durante esses anos onde a tecnologia influenciou em grande parte para esse processo,como poderemos mostrar para grande parte de pais que a tecnologia está para o bem da humanidade, pois muitos acreditam que uma criança não pode ficar muito tempo vendo desenhos ou no computador (jogos), pois acham perda de tempo, os jogos atuais são muito mais didáticos do que alienantes, é claro que é preciso controlar o que nossas crianças veem, mas não podemos desprezar um aprendizado que faz parte da linguagem infantil.
Primeiramente gostaria de acrescentar que os péssimos preparos de professores, são aceitos pelos próprios professores. Gostaria de enfatizar a facilidade dos cursos sérios EAD, pois sabendo procurar, a gente consegue achar qualidade em diversas Instituições que oferecem a ferramenta referida. Sou Professora de Filosofia e Teatro e utilizo as mensagens virtuais para conexão correta entre meus alunos.
Parabéns ao Instituto Claro pela iniciativa. A associação de novas tecnologia a educação estabelece um somatorio positivo em prol de uma sociedade mais igualitaria. O Fundo Social Samuel Camêlo está presente em comunidades carentes e utiliza de estrategias para tornar possível a conexão de comunidades em situação de risco com o universos virtual. É o estabelecimento de novas oportunidades.
Gente! Por favor consertem o erro do texto em anexo - é preciso rever muitas coisas com relação a implantação de tantas tecnologias, pois há maus programas educativos e pécimos preparos de professores, o que fazer? Deyvid Oliveira, 28.07.09
A melhor maneira inovar o ensino-aprendizagem inserindo as mídias na educação, creio que é através da metodologia de projetos. Sem essa pratica fica difícil tanto o professor quanto os alunos aderir novos hábitos de estudos e de comportamento diante das novas ferramentas disponível no ensino. Hoje o professor deve ser orientador do conhecimento, facilidtanto a assimilação das informações para o estudante e favorecendo a produção do conhecimento adquirido, reinventado e criado pelo aluno.
Espero que esse comentário abaixo não tenha sido feito por um profissional da área da educação, por motivos óbvios.
Vejo que muito se desculte sobre a técnologia na formação do professor, mas já que estamos falando de uma nova formação qual a solução vista para o curso de pedagogia nesta nova fase que chamamos de tecnológica? Pois sabemos de vários e grandes problemas que existe com relação ao assunto em pauta, porém vejo que é preciso rever muitas coisas com relação a implantação de tantas tecnologias, pois há maus programas educativos e pécimos preparos de professores, o que fazer?
Desejo participar do fórum virtual. Obrigada marilda
Parabéns pelo incentivo em buscar trabalhos bem sucedidos na area de tecnologia da informação e comunicação como. Gostaria de participar do instituto, como fazer?
Parabéns pelo ótimo evento e pelo apanhado bastante completo do que aconteceu. Vamos indicar no blog do Web Currículo este material para pesquisa.
Para quem pesquisa e trabalha com tecnologias de informação e comunicação como meio de integraçào e colaboração de grupos sociais visando a melhoria da Educação, já debate a longo tempo sobre a necessidade de formação do professor, logo no início de sua especialização. A partir daí, como qualquer conhecimento, há necessidade de atualização, qualificação por meio da Educação Continuada.... Não é mais hora de reclamar ou constatar ou falar da Educação do Futuro, o fato é atual e a Educação é do presente para formar o cidadão do futuro. É hora de agir pedagogicamete, atuar com diferentes modalidades, de propor novos currículos, metodologias educacionias para o tempo atual. Sendo assim, adorei este espaço de comunicação virtual mas gostaria de poder participar de uma ação concreta realizada por nós participantes das diferentes instâncias (equipe Claro, debatedores convidados e participantes colaboradores). Quem sabe juntos, consigamos estruturar uma ação vinda deste debate?
Acho que no cotidiano da escola, a busca do conhecimento através da tecnologia está muito lenta. Esse importante instrumento ainda não está sendo usado como se deve por que o Professor não está preparado.
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Teve uma época na comunidade de tecnologia e educação em que estávamos fora da realidade também. Ficávamos reclamando que o pessoal era conservador, que a escola não mudava. O problema da escola não absorver, não assimilar, estava lá fora. Se você vir como as tecnologias são assimiladas pelos outros setores da sociedade, você vê que elas melhoram. Eu acho que na escola também a gente deve mostrar que pode ser muito melhor, inclusive em relação a esses exames, por um currículo muito melhor.
Eu acho que a Carminha trouxe um aspecto fundamental. Nós estamos falando de mudança de cultura. E mudança de cultura não trata apenas de ter a tecnologia como objeto de conhecimento. O professor precisa entender como objeto de conhecimento, mas a meninada já faz isso. Temos que entender que conhecimento é esse que se desenvolve por meio das tecnologias. E o que elas fazem no sentido de estruturar esse conhecimento e como nós podemos aproveitar tudo isso para poder incorporar à nossa prática pedagógica.
Eu acho que a gente precisa ser otimista, na sociedade complexa em que estamos vivendo tem um outro tipo de diferença que é a diferença entre os analógicos e os digitais, os forasteiros e os nativos, e que ela é enorme, se eu pensar que eu tenho 3 milhões de professores na rede pública de ensino básico pensando nesse país inteiro. E eu diria que a gente já consegue reconhecer, sim, que tecnologia não é ferramenta, não é só suporte. É muito mais que isso. É a própria linguagem dos jovens de hoje, das novas gerações.
Pensando em internet, rede mundial de computadores... isso não poderia ser mais objeto de conhecimento da educação básica? Se você olhar programas, me parece que é muito pontual, fragmentado. Me parece que é uma discussão que deveria acontecer na educação básica, com estudantes, para dar significado, novas interações sociais.
A gente fala do professor que está na escola, que está atuando e na formação continuada. Eu volto lá atrás. Aquela jovem idealista, como o professor Moran colocou, vai para a faculdade e vai fazer sua graduação e daí, a graduação não contempla essa questão. Será que eu tenho que esperar a pessoa sair e aí eu vou trabalhar com essa pessoa com formação continuada? Por que eu não começo a antecipar isso?
Eu só diria à Mila que nós aqui estamos todos de acordo, então na verdade estamos vendo o crescimento, as mudanças, mas quando olhamos o todo, vemos que temos muitas pedras para quebrar.
Eu não tenho um questionamento para colocar, só um comentário. Queria reforçar o que a Beth falou. Já houve momentos em que a gente quebrou pedras. A gente vive isso, todo mundo que está aqui eu acho que pode dizer que é até um contentamento, porque em poucos anos isso já avançou muito, em 2002, 2000, a gente ainda tinha que repetir: “é necessário, é necessário”, hoje a gente não tem mais que discutir se é necessário, já está dado, é posto, o uso das tecnologias já está colocado.
Eu acho que o tema que estamos tocando aqui, de educação e desenvolvimento social, é muito claro para quem é da área de sociologia ou para quem está pensando políticas públicas de um jeito maior. A gente até se sente chovendo no molhado, mas na escola esse discurso ainda é até antipático. Há vários pontos em que esse diálogo entre desenvolvimento social, projeto de nação - que a gente tem que ter - e educação não está muito claro para a escola. Então é preciso fazer esse diálogo de uma forma mais amigável para a escola. E no estudo de indicadores que estamos desenvolvendo no Instituto, percebemos o seguinte: há uma divisão entre aprender “de” tecnologia e aprender “com” tecnologia. O aprender de tecnologia, que em uma linguagem mais amigável tem sido tratado como a questão do letramento digital. Porque não conseguimos colocar no currículo, nem de longe, a questão do aluno e do professor como desenvolvedores de código, que é uma das camadas da tecnologia. E quando você está falando de língua portuguesa, a autoria vai até a autoria do código, da língua materna. Então eu sempre fico pensando ‘como é que a gente consegue fazer um link que seja mais amigável, mais didático, entre esses mundos?’
Uma coisa que a gente sente muita falta são bibliotecas com artigos, livros etc., pois elas são fechadas e a gente tem de pagar horrores para conseguir ter acesso a esse material. Acho ótimo que as pessoas tenham acesso à Wikipedia, ao Youtube, mas isso é um tipo de atividade. Outro tipo de atividade é você ter acesso à produção de pesquisa do seu país sem ter de pagar um aluguel anual para poder entrar nisso, e só estando dentro da universidade você pode fazer isso. Quando a gente fala ‘agora a gente tem acesso à informação’, não é assim. Por exemplo, a Unesco lançou agora uma biblioteca maravilhosa, mas ninguém na África, onde eu trabalho, consegue acessar. Primeiro eles não têm banda, ou eles não têm energia elétrica, ou então está em uma língua que eles não conhecem. Porque eles conhecem a língua de quem os colonizou, e nem sempre a colonização foi inglesa. Então nem sempre você acessa o que está acontecendo. São várias dificuldades que estão mais ligadas ao meu trabalho, e essa idéia de rede é feita justamente para compartilhar.
Eu estava pensando, que é a questão de a gente falar de professores e de alunos, lembrando que eles não existem fora de contexto. Essa relação é uma situação educacional que acontece em um espaço específico, que é o espaço escolar, quando falamos em educação escolar. A possibilidade de chegada de equipamento – que equipamento vai chegar, em que condições, o que é permitido ou não é permitido fazer nesse equipamento, as condições de acesso e banda, a renovação e recuperação do equipamento e dos seus periféricos – e mesmo as decisões que são tomadas em relação aos tempos e aos espaços da escola não dependem exclusivamente do desejo do professor ou das boas intenções dos alunos. Então eu acho que é muito importante lembrar que estamos falando de um contexto que passa também pelas secretarias de educação, pelos formuladores de políticas públicas, pela questão curricular. Porque, quando o professor diz “vou fazer um projeto interessante, diferenciado”, ele possivelmente vai precisar de um tempo de desenvolvimento que não é o tempo da escola. Mas ele tem a questão de um currículo que precisa dar conta, ele precisa dar respostas ao andamento de um currículo nacional. Então acho que aí há um dado mais amplo, de concepção de educação, e de pensar em entradas e conversas do uso de tecnologias diferenciadas em um paradigma educacional que está congelado há muito tempo. Existem algumas camisas de força da escola que eu acho que precisamos contemplar, também, ao pensar sobre esse processo de aproximação de professores, alunos, educação e escola no uso das tecnologias digitais.
Eu acho que a gente tem de voltar lá para 1932, com o importante Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, e está tudo lá. Na época ainda não tinha computador, mas tudo que eles escreveram lá ainda vale. Eu acho que a única coisa que conseguimos foi colocar 97% das nossas crianças dentro da escola, a democratização do acesso à escola. Mas faltam as questões pedagógicas, a escola democrática, a escola conectada com o cotidiano, uma escola investigativa, uma escola que prepara para a vida. A escola que prepara para a vida não é uma escola que interpreta o livro didático como sendo uma verdade absoluta e que segue aquilo como uma receita de bolo, como acontece em algumas disciplinas. Isso não acontece com todas porque temos excelentes professores, mas alguns interpretam dessa forma. Por quê? Porque, quando eles cursaram a faculdade de pedagogia, alguém fez desse jeito. Então algumas vezes na universidade temos um discurso muito bonito, mas, na prática, quando vamos para a sala de aula com os nossos alunos, fazemos do mesmo jeito. Acabamos passando informação de um jeito sistematizado, que nem sempre é o mais eficiente, em vez de criar situações reais que nos façam descobrir e discutir os problemas. Então qual é o papel do professor? É de ficar transmitindo informação? Não, o papel do professor é de ser um mediador, de ser um tutor, de ser um orientador. Porque nesse processo criativo, de curiosidade, se você deixar as crianças de todas as idades fazer o que quiserem, elas podem correr riscos físicos e riscos emocionais.
Eu queria que vocês comentassem um pouco o que a colega da Unicamp trouxe, que acho ser um ponto importante. A gente está falando de inclusão digital e inclusão social de quem tem acesso. Mas há muitas comunidades, como ela colocou, como quilombolas e aldeias indígenas, que não têm acesso à informação e ao conhecimento pela internet. Então eu queria que vocês comentassem um pouco sobre isso.
Existem várias tecnologias possíveis para chegar na última milha, seja com capacidade computacional, seja com energia elétrica, seja com comunicação. A televisão broadcast chega aonde? Chega longe. Se o cara tiver uma bateria, ele dá um jeito. Então é possível, mas fica muito caro, tecnicamente, levar a tecnologia para lugares remotos. Aí que o governo tem que entrar, porque é possível criar modelos que façam com que a exclusão seja reduzida. Agora, tendo em mente aquilo que foi falado no começo, no texto do Serginho, assim como a energia elétrica e o saneamento básico, a questão da conectividade é muito essencial. Hoje, para que a gente consiga ter acesso à educação, acesso a governo eletrônico, acesso à melhoria da saúde, isso precisa ser levado a todas as comunidades. Não para colonizá-las levando aquilo que temos aqui, mas gerando conhecimento, oportunizando situações para que a cultura daquelas comunidades seja compartilhada.
Dar acesso não significa dar igualdade, repare. Significa a base inicial de uma sociedade da informação. Agora, o acesso não significa que todo mundo vai ter ações simétricas na rede, condições iguais. Não vai. Então você não pode dizer “não vai chegar banda larga em município tal, lá eles se viram com umas coisinhas” ou “aldeia indígena não precisa de banda larga”. Então o que eu quero dizer é o seguinte: é uma questão de prioridade política. Há recursos, há condições de cabear todas as unidades municipais do Brasil com banda larga, com muita banda larga? Sim. Com as tecnologias de hoje, tem como levar banda larga, inclusive sem fio, para 50 quilômetros entrando na floresta? Óbvio que tem. Então qual o nosso problema? É um problema de várias outras áreas.
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