Respeitar a diversidade é uma forma de promover os direitos humanos. O artigo 2º da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) aponta que não deve haver discriminação ou violência por raça, cor, gênero, idioma, nacionalidade, opinião ou qualquer outro motivo. E o combate às violações de direitos humanos pode ter na inteligência artificial (IA) um forte aliado, segundo o pesquisador do Centro de Ciências dos Direitos Humanos, da Universidade Carnegie Mellon, Enrique Piracés.

“No futuro, é provável que os direitos humanos se beneficiem de áreas específicas da IA, como aprendizado de máquina, visão computacional e processamento de linguagem. Esses avanços melhorarão a capacidade dos pesquisadores de descobrirem, traduzirem e analisarem informações relevantes”, apontou Piracés no livro “Novas Tecnologias para o Direito e Prática dos Direitos Humanos”.

Segundo o especialista, alguns experimentos já estão em prática. Uma parceria da Universidade de Sheffield e da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, usou a IA para prever, de forma precisa, as decisões judiciais do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. A equipe acertou 79% dos resultados.

“Isso sugere que a IA poderia ser usada para descobrir padrões nas decisões judiciais. Essa abordagem aumentaria o sucesso e a eficácia da defesa dos direitos humanos, auxiliando advogados no planejamento de suas estratégias”, justifica.

Outra experiência acontece na Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos. Depois de ouvir os desafios que as organizações de direitos humanos enfrentavam para conseguir verificar o grande volume de vídeos online com violações e crimes, os pesquisadores apostaram em aplicativos de IA para criarem fluxos de trabalho mais eficientes.

“Eles criaram métodos de visão computacional e aprendizado de máquina para processar e analisar rapidamente uma grande quantidade de vídeos. Essas ferramentas ajudam os profissionais de direitos humanos a detectarem áudio como explosões, tiros ou gritos nos vídeos; a contarem o número de pessoas presentes em um determinado quadro; a descobrirem a geolocalização da gravação; entre outros”.

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