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Twitter para ensinar literatura

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11 FEVEREIRO 2011
Um dos maiores desafios que os educadores encontram para levar as TICs para a sala de aula está em aliar conteúdos curriculares ao uso pedagógico das ferramentas digitais. Uma experiência realizada no colégio Hugo Sarmento, em São Paulo, é um bom exemplo.

Trata-se de uma oficina que deve ser repetida neste ano, quando o Concretismo voltar a ser trabalhado em sala de aula. Ao ensinar técnicas narrativas e poesia deste movimento artístico para alunos da sétima série, o professor Tiago Salles usa o Twitter (@hs_micro_contos) para apresentar as possibilidades de construção dos textos curtos.











Na experiência mais recente, Salles organizou, com a diretoria do colégio particular, uma oficina de microcontos para o Twitter, ou seja, histórias com começo, meio e fim narradas com os 140 caracteres. Ele conta que a recepção dos alunos foi excelente: “No começo, eles se sentiram desestimulados, achavam que não seriam capazes de realizar as atividades propostas”.

No entanto, com o decorrer da oficina, foram se adaptando, e a percepção da turma sobre a rede de microblogs mudou. “Muitos achavam o Twitter algo inútil e passaram a olhar a ferramenta de outra maneira, eles ficaram instigados”, diz. Salles conta também que a ideia veio de diversas inspirações, como a obra Dois Palitos do autor Samir Mesquita e de oficinas literárias das quais participou.



Confira algumas dicas para usar o Twitter em sala de aula

Salles afirma que algumas dificuldades do projeto podem ser facilmente dribladas. A partir das experiências contadas pelo educador, preparamos um guia rápido para auxiliar o professor. Confira:

1- Antes de se arriscar a escrever no Twitter, o professor pode criar um quadro com 140 quadrados e praticar de forma lúdica com os alunos as possibilidades proporcionadas pelo espaço. Como o tema da aula era poesia concreta, Salles explica que esse quadro lúdico -que pode ser montado com cartolina, papel ou mesmo em um quadro- permite ao aluno explorar diversas possibilidades narrativas e poéticas, a partir de referências do professor.

2- Grande companheiro dos adolescentes, o SMS também pode ser utilizado nesse contexto. O professor estimula exercícios narrativos através dessa ferramenta, convidando os alunos a escreverem mensagens com começo, meio e fim com poucos caracteres para os amigos, discutindo as técnicas utilizadas em sala de aula.

3- Salles destaca que boa parte do sucesso da iniciativa se deve ao fato de os alunos do colégio já estarem habituados a ferramentas online, como blogs e podcasts, que podem ser utilizadas de diversas maneiras. O professor pode contextualizar, no decorrer da oficina, algumas dessas possibilidades (A cartilha Tecnologias na escola, coproduzida pelo Instituto Claro, traz dicas de utilização de diversas ferramentas).

4- Mesmo trabalhando o conteúdo das disciplinas de forma atrelada à exploração de ferramenta, deve-se estimular os alunos a produzirem seus conteúdos, e a avaliação dos trabalhos é parte importante para que todos percebam os resultados do uso dos recursos digitais no processo de aprendizagem.





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